Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.
Aqui está um resumo:
About 55,000 tourists visit Liechtenstein every year. This blog was viewed about 310.000 times in 2012. If it were Liechtenstein, it would take about 6 years for that many people to see it. Your blog had more visits than a small country in Europe!
Sou o prefeito eleito de Bom Despacho-MG. Tenho interesse em instalar vários softwares livres aqui na prefeitura (e-ISS, Redeca, i-EDUCAR, SPED, ouvidoria e outros).
Os interessados em prestar serviços de instalação, configuração, suporte, treinamento, favor enviar mensagem parafernandojosecabral@gmail.com
Interessados em vender pacotes proprietários não devem fazer contacto.
Uma solução simples e eficiente para fazer um inventário de software na sua máquina para reinstalação após uma formatação ou “upgrade” do sistema. O comando de “backup” não faz um backup real, mas gera um arquivo com a lista de pacotes instalados. Após uma eventualidade em que seja necessária a restauração dos pacotes, o comando de “restore” vai baixá-los e instalá-los novamente.
Apenas um detalhe: Se você utiliza repositórios de terceiros, vai precisar fazer um backup do arquivo “/etc/apt/sources.lst“, também. Quando reinstalar o sistema, copie as linhas desses repositórios de terceiros para o novo ”/etc/apt/sources.lst” e, somente depois, rode o comando de “restore”.
Uma pessoa chamada Raul, usuário de Debian, publicou na discussão acima uma maneira simples, mas eficiente, de ter acesso à sua conta no Box via navegador de arquivos (no caso dele, o Nautilus). Eu testei no Ubuntu 11.10 e funcionou perfeitamente. Segue o passo a passo:
Enquanto o Apache OpenOffice não fica disponível nos repositórios oficiais das distribuições Linux, alguns voluntários estão contornando o problema das instalações em modo gráfico e das atualizações automáticas através de repositórios não oficiais.
Os pacotes disponibilizados no repositório são exatamente os mesmos disponíveis no portal oficial do AOO. No entanto você pode incluir esse repositório no seu /etc/sources.list (ou na lista de repositórios da Central de Programas, ou do Gerenciador de Pacotes Synaptic, do Ubuntu).
Acabo de receber um e-mail de Rob Wier na lista de desenvolvedores do Apache OpenOffice:
O Comitê de Gerenciamento do Projeto Incubado Apache OpenOffice tem o prazer de anunciar a liberação do Apache OpenOffice 3.4, disponível nas plataformas Windows, MacOS e Linux.
O Apache OpenOffice (AOO) é o resultado da doação, pela Oracle Inc., do código fonte e da licença de marca do OpenOffice.org para a Apache Software Foundation. Após quase um ano de muito trabalho duro, juntando os pedaços esparsos de código e reestruturando-os em um novo produto, a Fundação Apache está na reta final para entregar mais um ótimo aplicativo de escritórios em código aberto, a versão 3.4.0 do AOO.
As diferenças são várias, entre o AOO e o LibreOffice, e vão desde a metodologia para desenvolver e testar o software, passando pelas licenças de uso do software (GPL para o LibreOffice e Licença Apache para o AOO), até uma série de funcionalidades e a aparência.
De maneira geral, a cara do AOO 3.4.0 é a mesma do antigo OpenOffice.org. Mas, mesmo em um estado considerado instável pelos desenvolvedores, o AOO pré RC parece bastante estável para uso doméstico. A compatibilidade com grande parte das extensões usadas no OpenOffice.org, e agora no LibreOffice parece total. Pelo menos para as extensões que mais interessam para o público brasileiro: o Corretor ortográfico Vero, o Corretor gramatical CoGrOo e algumas extensões para exportação de arquivos em PDF, para o Google Docs, Mediawiki, etc.
A primeira diferença que se nota é o “splash”, agora com a logo da Apache Software Foundation. O nível de tradução da interface também está bastante razoável, o que significa que boa parte foi aproveitada do antigo OpenOffice.org. Algumas mensagens de erro, e algumas janelas de diálogo podem ter alguns problemas de tradução, mas nada que impeça ou atrapalhe o uso.
Uma diferença que notei é no menu de configuração. No Libreoffice, para ativar a função “Gravar macros”, é preciso ativar a opção “Ativar recursos instáveis”. No AOO não existe a opção “Ativar recursos instáveis” e a gravação de macros vem habilitada por padrão.
Outra grande diferença do AOO para o LibreOffice são as atualizações automáticas. O AOO já possui uma funcionalidade que procura por atualizações e as instala automaticamente.
Não fiz ainda uma avaliação profunda do novo software da Apache, mas minha primeira impressão foi muito boa
Para quem desejar baixar e instalar o AOO 3.4.0 pré RC, ele está disponível para download em:
No meu Ubuntu 11.10, o AOO foi instalado sem problemas a partir dos pacotes disponíveis no link acima. A única ressalva é que os dois pacotes para a integração com o desktop, na pasta desktop-integration deram conflito com com os pacotes já instalados do LibreOffice. Isso foi contornado utilizando-se o comando sudo dpkg -i –force-all *.deb, apenas nos arquivos desta pasta.
A Comunidade Escritório Livre está tentando juntar esforços para ajudar na localização e documentação do AOO. Se você estiver interessado em ajudar, cadastre-se na lista geral da comunidade em http://listas.escritoriolivre.org/listinfo.cgi/geral-escritoriolivre.org. Pois, como ainda não há uma lista específica para as discussões da comunidade brasileira no ambiente do AOO (em breve, imagino, isso será solucionado), estamos nos virando como dá =).
Em sua quarta edição, o Fórum será realizado de 23 a 24 de julho na cidade de Curitiba, PR. O evento será composto por palestras, minicursos, oficinas, encontro de empreendedores, workshops, painéis, salão de exposições proferidos por convidados de grande renome na área tecnológica.
Secure Shell or SSH é um protocolo de rede que permite a troca de dados utilizando um canal seguro entre dois dispositivos de rede. As diuas principais versões desse protocolo são conhecidas por SSH1 ou SSH-1 e SSH2 ou SSH-2. Utilizados principalmente em sistemas baseados em Linux e Unix para acessar contas de usuário em modo texto, o SSH foi desenvolvido como um substituto para o Telnet e outros tipos de acessos remotos menos seguros, que enviam informações, por exemplo senhas, em texto puro, expondo-as para pacotes de análise de pacotes. A criptografia utilizada pelo SSH tem a intenção de oferecer confidencialidade e integridade de dados através de redes inseguras, como a Internet.
O FLISOL – Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre é um evento cujo propósito é promover o uso de software livre e a integração de comunidades de usuários de software livre em todos os países da América Latina. O evento acontece desde 2005 e seu e principal objetivo é promover o uso de software livre, apresentando sua filosofia, seu alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral.
Para executá-lo, serão realizados, simultaneamente, eventos em cidades diferentes em que especialistas irão instalar, de maneira gratuita e totalmente legal, software livre nos computadores das pessoas interessadas que comparecerem.
O evento, também conhecido como “Install Fest”, consiste em um grande encontro de pessoas com conhecimento em software livre e outras que querem conhecer mais sobre o assunto. Os visitantes deverão levar seus computadores ou notebooks para que voluntários ajudem a instalar o sistema operacional. Durante o período das instalações, são promovidas palestras de introdução (algumas filosóficas, outras técnicas), palestras sobre softwares específicos, palestras de grupos de usuários existentes, etc.
Dentre os softwares que serão instalados, estão distribuições de GNU/Linux e BSD, assim como programas livres para outras plataformas, como Microsoft Windows e MacOS.
Trabalho numa empresa onde o setor de TI tem algum tipo de paranóia com acessos externos. Com isso, as únicas portas liberadas para acesso externo pelos funcionários são a 80 (http) e a 443 (https).
Hoje precisei acessar o servidor da comunidade para manutenção e não conseguia porque o ssh estava bloqueado. Pesquisei, então, algumas alternativas e encontrei uma que caiu como uma luva. Talvez sirva para outros, por isso, segue o passo a passo para quem tem uma estação Debian/Ubuntu e um usuário de proxy http/https válido.
Instale os pacotes vidalia e tor, disponíveis nos repositórios.
Configure o vidalia para autenticar no proxy http.
Instale o pacote proxychains, também disponível nos repositórios.
Pronto! Basta digitar o comando proxychains ssh usuario@servidor.externo que o aplicativo forçará o ssh a passar pelo proxy tor, antes de passar pelo proxy padrão da rede. A conexão fica um pouco lenta, mas já é o suficiente para resolver pequenas emergências.
O grupo de usuários de Software Livre do IFPE nasceu no campus Belo Jardim, buscando aprofundar os conhecimentos dentro das áreas de informática, tendo em vista que a instituição possui em sua matriz curricular, do curso técnico em tecnologia da informação, disciplinas desenvolvidas exclusivamente com o uso de Software Livre. Esse grupo expandiu-se para para outras regiões de Pernambuco, como Sertão e Zona da Mata, onde seus membros difundem e promovem o uso das tecnologias abarcadas pelo Software Livre, estimulando a utilização do GNU/Linux e dos padrões abertos.
O evento tem como propósito expandir a cultura da informática e, particularmente, a filosofia dos sistemas operacionais padrão POSIX em geral e, especialmente, fomentar, desenvolver, apoiar e disseminar o uso do sistema operacional GNU/Linux em todas suas distribuições, plataformas e opções de configuração. Pretendemos promover um debate da comunidade nordestina, em especial do Agreste Pernambucano, acerca das temáticas que envolvem Software Livre, de maneira que possa ser ampliada a sua difusão tecnológica, conquistando desta forma mais adeptos à filosofia de compartilhamento do conhecimento.
Para quem não conhece, mas gostaria de dar uma olhada em como seria trabalhar com o Linux Ubuntu 11.10, pode-se ter uma pequena amostra (muito pequena mesmo). A página http://www.ubuntu.com/tour/ oferece uma visão interativa da aparência e da funcionalidade de um desktop Ubuntu. Não se trata do sistema operacional e do ambiente gráfico real. Trata-se, apenas, de uma página que exibe o design e algumas funcionalidades para quem ainda não conhece.
No software livre descobre-se uma nova possibilidade a cada dia. Com este post vou inaugurar uma série “Coisas legais que dá pra fazer com Software Livre“, onde vou colocar soluções para problemas cotidianos que podem ser resolvidas rápida e facilmente no Linux e e utilizando Software Livre.
O primeiro post da série será:
Backup com controle de versão para usuários domésticos e pequenas empresas
Desde que conheci e comecei a utilizar serviços online de backup com controle de versão, como o Dropbox, Ubuntu One, SlideShare, Zumodrive, Wuala, entre outros, uma coisa sempre me incomodou: a dependência de um provedor. Se você não estiver satisfeito com seu provedor, terá um trabalho considerável para transferir seus arquivos de um provedor para outro. Instalar um novo cliente, adaptar-se às limitações e características do novo serviço, etc. Se precisar de mais espaço do que os parcos 1 a 5 GB que oferecem para contas gratuitas, você tem três opções: ou paga a franquia, ou abre mais de uma conta, ou abre várias contas em provedores diferentes. Cada um desses métodos tem sua vantagem e uma série de desvantagens.
O ConvertePST é uma ferramenta desenvolvida em Java que permite a navegação (leitura) de arquivos Personal Storage Table (PST) do Microsoft Outlook 2000/2003 com a possibilidade de exportação de mensagens armazenadas neste formato para o formato aberto de E-Mail descrito em RFC podendo ser importado em qualquer ferramenta de Correio Eletrônico.
O ConvertePST foi desenvolvido inicialmente para tratar do legado existente na Caixa Econômica Federal (CEF), durante a migração de sua infraestrutura de correio eletrônico do Microsoft Outlook / Exchange 2003 para a ferramenta de e-groupware Expresso Livre pela 4Linux Free Software SolutionsePrognus Software Livree agora esta sendo disponibilizado livremente sobre a GPLv3.
Para baixar a última versão do Código-Fonte através do Git
O que você faria se tivesse uma ideia capaz de criar quatro milhões de novos empregos de tecnologia, reduzir a quantidade de energia utilizada pelos computadores, fazer os sistemas mais fáceis de serem usados, reduzir a quantidade de lixo despejada no ambiente, oferecer redes sem fio gratuitamente para as pessoas e criar um enorme supercomputador para universidades e negócios, de graça ou quase de graça, para projetos que precisam de uma grande quantidade de processamento de CPU, fazendo tudo isso com dinheiro do setor privado de uma forma que seja autossustentável?
Em tempos de grande desemprego e tensões governamentais, você manteria essa ideia para si mesmo no desejo de ganhar dinheiro, ou a divulgaria publicamente de qualquer maneira?
É incrível a falta de respeito e de boa fé de certos fabricantes de computadores. Enquanto alguns têm iniciativas sérias de oferecer alternativas com o Linux, testadas, homologadas e confiáveis, outros preferem oferecer verdadeiras bombas relógio para seus clientes. Eu já havia tido uma experiência ruim com a Philco no passado, conforme descrevi no post https://almalivre.wordpress.com/2009/09/22/netbooks-philco-phn-10001/. E uma outra experiência, dessa vez melhor, com o mesmo produto, quando instalei um Ubuntu 10.04 no Flisol de 2010, em Curitiba, que funcionou muito bem (apesar da baixíssima qualidade do áudio, devido aos precários alto-falantes embutidos).
Só que, dessa vez, a experiência não foi apenas ruim, a experiência me mostrou o tamanho da má fé do fabricante, quando oferece produtos com Linux instalado. O que vou descrever abaixo, não foi alguém que me contou, mas uma experiência própria, pelejando durante vários dias seguidos, sem sucesso. Estou falando no notebook Philco PHN 14511, descrito na página http://www.philco.com.br/Notebooks.aspx?cn=179&p=437.
Boa tarde gente,Seguimos em frente com o lançamento de mais uma edição da Revista Espírito Livre. A edição n. 28 apresenta mais um assunto bastante comentado nos últimos meses e que não podia faltar na Espírito Livre: LibreOffice.A edição n. 29, referente ao mês de Agosto já está sendo feita e vem com a temática sobre Redes e Servidores. A deadline já foi mas mesmo assim, se você ainda não mandou o seu artigo, material ou dica, envie-nos o quanto antes. A Revista Espírito Livre está sempre aberta a receber materiais inéditos e irão agregar ainda mais conhecimentos a nossos leitores.Novamente a edição está enorme. São 132 páginas e realmente não está fácil manter um número alto de páginas por edição, aí ficamos numa sinuca pois muita gente quer seus textos publicados e se o fizermos em breve teremos uma edição de 200 páginas…rs Loucura loucura.Peço que, aqueles que puderem e quiserem ajudar com a divulgação desta e de outras edições, sugiram para seus leitores que recorram a nosso site oficial para o download afim de manter os leitores sempre por dentro das novidades e também termos estatísticas o mais próximo da realidade. Peço ainda que aqueles que puderem votar na Revista Espírito Livre, que o façam. Este prêmio nos ajudará a manter o projeto, que a cada dia fica mais e mais complexo. Link para votação: http://premiofrida.org/por/projects/view/1418
Abaixo reproduzo trecho do nosso editorial dessa edição. A capa, novamente, é de autoria de Carlos Eduardo:
Ainda recuperando do tombo do mês passado, cá estamos novamente. A edição deste mês apresenta um tema que por muitos é considerado polêmico por justamente ir contra a alguns conceitos enraizados em nossa sociedade, de que só é possível aprender diante de um professor e se transpormos essa ideia para o universo real significaria dizer que a educação, de um modo geral, só se dá através de alguém sentado, frente a um professor, real e físico. Mas o tutor a distância e o professor que estão a distância não são físicos e reais? E as aptidões? Eles as têm? E se não as têm como verificar estando a distância? Os alunos aprendem, ou fingem aprender só para alcançar a tão sonhada “nota”? Ele vai “colar”, já que o professor “não está vendo”? Como avaliar, medir e constatar se houve absorção e troca de conhecimento? As dúvidas e questionamentos continuam, já que a EAD, apesar de não ser tão nova assim (desde o século XIX já se praticavam metodologias neste sentido). O ensino por correspondência, tele-aula, vídeo-aula, manuais, ensino pelo rádio, e tantos outros métodos já foram utilizados (e em alguns lugares ainda continuam sendo), mas com a ressalva de que agora a tecnologia envolveu-os de novas possibilidades, além de diminuir os custos e as distâncias. O EAD proporciona, mesmo a distância, o que nem sempre conseguimos compreender presencialmente: a soma de nossas experiências pode resultar em uma terceira experiência, e o meio digital é propício para isso, dada a quantidade de novos recursos disponíveis, dentro e fora dos ambientes de estudo.
Demorou, mas saiu! A Revista BrOffice número 21 está disponível para download. Tivemos muitos problemas na comunidade, muitas mudanças bruscas de rumo que se refletiram na maneira como os textos deveriam sair. Alguns tiveram de ser refeitos do zero, alguns excluídos, mas finalmente, estamos com a edição saindo do forno hoje.
Essa edição traz algumas novidades. A primeira é que esta será a última edição sob o nome Revista BrOffice. A partir da próxima edição, a revista adotará a denominação de LibreOffice Magazine Brasil, com um novo projeto gráfico desenvolvido pelo nosso colega Hélio Ferreira. A segunda é a periodicidade, que retornará a ser bimestral. Fazer uma revista mensal demanda um grande trabalho e assumir um compromisso mensal com nossos leitores é uma responsabilidade muito grande. Para evitar problemas e honrar nosso compromisso, decidimos por essa medida de segurança.
A revista tem artigos interessantes: Um artigo de Fátima Conti comemorando os 20 anos do Linux. Cláudio Filho mostrando como a comunidade enfrentou o desafio de migrar do BrOffice para o LibreOffice. Wilkens Lenon fez uma reportagem completa sobre o Linux Libre, o Linux totalmente de acordo com as especificações da Free Software Foundation. Continuando a série sobre macros em Python, Julio César Melanda mostra como empacotá-las para distribuição. Bruno Gurgel nos dá uma aula sobre certificação digital. Também temos entrevistas com Paulo José e Florian Effenberger. Paulo José é designer no interior de Minas Gerais, e tem oferecido belas contribuições à Interface do Usuário (IU) e para a identidade visual do LibreOffice. Florian é membro fundador da TDF e membro do Comitê Gestor.
E temos uma grande novidade, que ainda não foi abordada: Nossa equipe teve o reconhecimento da TDF que utilizará nosso know-how como ponto de partida para a International LibreOffice Magazine, uma publicação em inglês, com moldes semelhantes ao da nossa revista brasileira, e que poderá tornar-se o embrião de diversas revistas regionais da comunidade LibreOffice.
Este é um momento especial e muito propício para iniciar sua participação na comunidade. Não seja tímido! Junte-se a nós nessa aventura. Mostre seus talentos e habilidades!, Contribua, faça amizades com pessoas do mundo todo. Colabore na maior comunidade internacional de software livre do planeta e desenvolva suas habilidades de trabalho em equipe, liderança, voluntariado, empreendedorismo e companheirismo. Por isso, essa edição também contém um roteiro de como você pode iniciar sua participação na comunidade e encontrar seu lugar.
11º dia: Avaliando o LibreOffice como alternativa ao Microsoft Office
Por Tony Bradley, PCWorld
Bem vindo de volta. Para o post de hoje da série “30 Dias com o Linux Ubuntu”, vou dar uma olhada no LibreOffice — o pacote de produtividade de código aberto que vem instalado por padrão no Linux Ubuntu. Eu examinei como ele funciona, comparado ao Microsoft Office, e com minha experiência no último mês “Usando o Google Docs por 30 Dias”.
Antes de começarmos, no entanto, há algumas coisas que eu gostaria de esclarecer. Primeiro — Eu passei mais ou menos uma década usando o Microsoft Office, e trinta dias usando o Google Docs. Meu exame do LibreOffice é só uma faceta da minha experiência mais ampla com o Linux Ubuntu, portanto, não terá o mesmo nível de detalhes. Ou seja, o fato de que eu esteja escrvendo sobre o LibreOffice hoje não implica em que eu tenha começado a utilizá-lo hoje, ou que hoje seja a soma total da minha experiência com o LibreOffice.
Crowdsourcing é uma nomenclatura recente para algo que todos conhecemos bem. A construção colaborativa através da rede já vem sendo feita a muito tempo. Vários projetos de código aberto foram produzidos e se tornaram o que são justamente por causa da construção coletiva de vários entes, vários nós, pontos interligados em uma grande teia. E o que antes era um passatempo nerd, se tornou o motor de muitos projetos.
Alguém aí já pensou em como seria as nossas vidas sem a construção coletiva, responsável por exemplo, pela criação, manutenção e crescimento da Wikipédia? E as mobilizações que hoje são feitas através das redes sociais com os mais diversos propósitos? Projetos são criados, mantidos, remunerados e atingem maturidade através de vários pares de mãos, dezenas de dedos, milhares de IPs, espalhados mundo a fora. Compartilhar e constribuir com o outro são valores que aprendemos desde criança. “Reparta o seu lanche com o seu coleguinha”, ou “divida o seu biscoito com seu amigo”; você certamente já ouviu estas frases proferidas por entes queridos, pessoas que se importavam com você. Uma pena que tais valores, com o passar do tempo foram sendo esquecidos. Em uma sociedade como a nossa, o inteligente não é quem compartilha, mas sim aquele que esconde. Convido-o a reflitir os novos valores da sociedade…
Onde erramos?! Erramos? Ou tudo não passa de uma evolução (ou regressão)? Devaneios que esta edição apresenta em diversos artigos, ora técnicos, hora reflexivos e que nos leva a pensar, tentar entender o que hoje vivemos. E para nos ajudar a entender um pouco mais sobre este tema conversamos com Carl Esposti, criador do site Crowsdsourcing.org. Esposti clarifica o termo, com exemplos reais e palpáveis. Outros colaboradores como Alexandre Oliva, João Carlos Caribé, Ana Brambilla, entre outros, igualmente tratam o tema, com rigor e foco. Além do tema em questão, contribuições diversas e que merecem destaque!
A partir desta edição a Revista Espírito Livre também incluirá uma seção exclusiva sobre LibreOffice, a suíte de escritório líder e que certamente você utiliza. Se ainda não a instalou, não perca tempo. Existem versões para GNU/Linux e outros sistemas operacionais disponíveis no mercado. Diversas distribuições GNU/Linux, como Ubuntu, Fedora, OpenSuSE, Linux Mint, Debian e tantas outras já trazem o LibreOffice ou em suas mídias de instalação ou repositórios, bem como várias empresas que também sinalizaram positivamente quanto a suas migrações para o LibreOffice, logo, nada mais natural acompanharmos tal ascensão.
Partimos rumo ao terceiro ano, com a ajuda de muitos colaboradores dedicados, parceiros que nos ajudam de alguma forma e dos leitores que sempre estão nos acompanhando. Um abraço a todos que ajudam a construir esta incrível publicação.
Clique aqui para anúncio oficial e download
–
João Fernando Costa Júnior
Coordenador GUBrO-ES – Grupo de Usuários de BrOffice.org do ES / Iniciativa Espírito Livre / Equipe Bestlinux
Linux User #422133
Ubuntu User #16167
O BlueProximity é uma aplicação que permite com que seu computador (Linux) seja bloqueado / desbloqueado automaticamente utilizando-se um dispositivo bluetooth, como um telefone celular. É possível configurar a distância de acionamento da funcionalidade (que é uma aproximação, já que a potência do sinal não é sempre a mesma) e o tempo de acionamento e, quando o dispositivo for levado para longe do computador, o protetor de tela é acionado e o computador bloqueado. Quando o dispositivo bluetooth está próximo, ele desbloqueia automaticamente o computador, sem a necessidade de qualquer ação. Isso é útil, por exemplo, quando utiliza-se o Linux no trabalho e seja necessário bloquear o computador automaticamente quando é preciso ausentar-se por alguns momentos, etc.
Instalando o BlueProximity e incluindo-o à lista de permissões da bandeja do sistema
Syncany é um novo programa de sincronismo de arquivos em código aberto (similar ao Dropbox, ou ao Sparkleshare). “Nããoo!!!, Outra alternativa ao Dropbox!” você poderia pensar. Bom, o Syncany é diferente e tem a chance de se tornar a melhor aplicação desse tipo. Veja só!
Além do fato de ser Código Aberto, o Syncany criptografa os dados na sua máquina para que fiquem seguros. Akém disso, o Syncany é extensível através de plugins, portanto, será fácil adicionar novos protocolos. O Syncany suporta, atualmente, FTP, Box.net, Amazon S3, Google Storage, IMAP(por exemplo: é possível utilizar o Gmail ou outro serviço que ofereça IMAP para sincronizar seus arquivos), Local, Picasa e Rackspace Cloud Files. O Windows Share e outros protocolos serão incluídos no futuro.
Com a compra do Skype pela Microsoft, e as incertezas sobre a continuidade de versões do programa para uso em Linux, muitas pessoas estão procurando por substitutos para a ferramenta.
O linuxacessivel.org agora também fala espanhol. Graças ao amigo paraguaio Mario Bentiz e ao Latinoware 2010, temos o sitio satisfatoriamente traduzido e uma primeira imagem para o idioma de nossos vizinhos latinos americanos; onde esperamos que estes venham a somar em nossa comunidade e assim evoluirmos para uma melhor regionalização. Para tanto pedimos imensamente que divulguem o linuxacessivel.org para nossos irmãos da América Latina e outros países de idioma espanhol. Leia o resto deste post »
É com muita satisfação que anunciamos o lançamento da nova versão do CoGrOO Comunidade, o portal colaborativo para aprimorar o CoGrOO!
O principal responsável pelo sucesso do projeto é a comunidade de usuários, pois, em cinco meses de existência, já superamos 90 membros cadastrados e mais de 200 amostras de textos enviadas. Esses textos são muito importantes para a melhoria do corretor gramatical.
Entre as novidades dessa versão, temos:
Uma interface mais fácil de usar, voltada à usabilidade
A possibilidade de mudança da senha
Um novo favicon
O envio de notificações de mudanças por e-mail
Feed RSS e um novo Twitter (@CoGrCom) para acompanhar o envio de textos e comentários
Um sistema de permissões de usuários, para que linguistas, desenvolvedores e demais usuários possam exercer suas habilidades plenamente
Diversas outras melhorias foram divulgadas nas redes sociais:
Movimentação do CoGrOO Comunidade no Twitter (@CoGrCom)
O CoGrOO Comunidade é um projeto de software livre, cujo desenvolvimento é conduzido por voluntários com o apoio do Centro de Competência em Software Livre (CCSL) do IME/USP e da comunidade brasileira do LibreOffice.
Para essa versão, ainda, não podemos deixar de agradecer:
à Ana Paula Oliveira dos Santos, pela avaliação heurística de usabilidade, que nos conduziu aos diversos aprimoramentos que foram então desenvolvidos pelo Michel Oleynik;
ao CCSL, pelo apoio e infraestrutura, especialmente ao Beraldo Leal pela configuração do servidor; e
aos familiares, amigos e namoradas dos desenvolvedores, pela compreensão e paciência pelas muitas horas “livres” que eles dedicam a projetos de software livre.
Há vinte anos, Linus Torvalds fez um corajosa decisão de compartilhar seu sistema operacional com o mundo. Não muito tempo depois ele resolveu disponibilizar o Linux sob a licença GPL (General Public Licence). A partir disso, o mundo da computação nunca mais foi o mesmo.
O Linux é o maior projeto de desenvolvimento colaborativo da história da computação, o que significa que o 20ª aniversário do Linux é uma oportunidade para a comunidade celebrar essa grande história de sucesso e de quebra ajudar a definir os próximos 20 anos.
Hoje em dia, o Linux está literalmente em todos os lugares: no celular, na tevê, no seu desktop, no cinema, no seu carro, e em muitos outros lugares.
Com algumas horas de atraso, mas garantindo a liderança, aí está edição n. 24 da Revista Espírito Livre. São 99 páginas de muita informação, graças aos senhores e aos tantos que de alguma forma contribuem. Meu muito obrigado.
Abaixo reproduzo trecho do editorial.
Aqueles que quiserem (e puderem) publicar o anúncio do lançamento em seus blogs e sites/planetas/listas, queiram por gentileza solicitar que o leitor se dirija ao site oficial da revista ou ainda através deste link curto, pra facilitar:
Lançada edição n. 24 da Revista Espírito Livre: http://va.mu/BTQ
Depois de um mês e meio de tanto sacrifício, luta, noites sem dormir, conflitos pessoais, porque acabamos assumindo, momentaneamente, responsabilidades muito além das nossas possibilidades por uma causa maior que acabam por afetar nossas famílias, nossas relações e nossa saúde, é com orgulho que informamos o lançamento da Edição 20 da Revista BrOffice.
Essa edição é histórica e marca a redenção e a completa renovação da Comunidade BrOffice.
A intenção do projeto é economizar no pagamento de licenças de programas de computador. Segundo Erundina, o governo gasta cerca de 2 bilhões de dólares por ano com essas licenças.
Arquivo – J. Batista
Luiza Erundina: um dos objetivos é diminuir o gasto público com programas de computador.
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou hoje proposta que garante preferência para softwares livres na contratação de bens e serviços de informática pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios. A medida consta de substitutivo da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) ao Projeto de Lei 2269/99, do deputado Walter Pinheiro (PT-BA), e outros seis apensados
Tramitação em conjunto. Quando uma proposta apresentada é semelhante a outra que já está tramitando, a Mesa da Câmara determina que a mais recente seja apensada à mais antiga. Se um dos projetos já tiver sido aprovado pelo Senado, este encabeça a lista, tendo prioridade. O relator dá um parecer único, mas precisa se pronunciar sobre todos. Quando aprova mais de um projeto apensado, o relator faz um texto substitutivo ao projeto original. O relator pode também recomendar a aprovação de um projeto apensado e a rejeição dos demais..
Pelo texto, software livre é aquele que garante a qualquer usuário, sem custos adicionais: a execução do programa para qualquer fim; a redistribuição de cópias; o estudo de seu funcionamento, permitindo a sua adaptação às necessidades do usuário, seu melhoramento e a publicação dessas melhorias; e o acesso ao código fonte.
Para a relatora, a adoção de software livre possui três objetivos: aumentar a competitividade da indústria nacional de software, oferecer condições de capacitação para trabalhadores do setor e diminuir o gasto público com o licenciamento de programas de computador. “Estima-se que o Estado, em todos os seus níveis, gaste cerca de 2 bilhões de dólares por ano com pagamento de aluguel de licenças de programas-proprietários”, afirma Erundina.
Hoje, um amigo me chamou no Gtalk, injuriado porque um colega de trabalho dele o estava pedindo para ensinar como instalar uma impressora no Linux. O referido colega, inclusive, já havia feito um curso de Linux, mas aparentemente se encontrava em sua “zona de conforto”.
Afinal, o importante não é saber como fazer, mas ter os contatos de quem sabe fazer, não é mesmo?
Por fim, depois de tanto insistir, ele conseguiu a resposta que queria do meu amigo:
Eu não conhecia a página “Let me Google that for you” ou, em português, “Deixe-me usar o Google para você”, mas achei h-i-l-á-r-i-a. Vai ter muita utilidade para mim.
Se quiser experimentar, basta você entrar na página principal:
Digitar a chave de busca e clicar em “Pesquisa Google”. O site cria um pequeno video, cujo link fica disponível no campo “Compartilhe o link abaixo”, mostrando o que você fez, e caindo direto na página com as respostas do Google.
Agora você pode enviar o link com todas as respostas possíveis para a dúvida de seu amigo.
Ideal para pessoas com uma certa tendência à ironia e ao sarcasmo, como eu. =D
Saiba quais os projetos desenvolvidos pela Comunidade BrOffice e como encontra a sua forma de contribuir. Saiba mais em Encontre seu lugar na comunidade.
A Comunidade BrOffice publica um abaixo assinado de repúdio às ações arbitrárias do Conselho Administrativo da ONG BrOffice e de apoio a Cláudio F. Filho. A Comunidade convida a todos os amantes do Software Livre e, aos que, de alguma forma estejam envolvidos com iniciativas Open Source, que assinem o documento.
Em primeiro lugar, quero dizer que o que vou descrever abaixo é a minha visão e, não necessariamente, reflete o pensamento da comunidade ou dos demais envolvidos. É a minha visão dos fatos.
Há alguns dias, as comunidades de software livre observam com atenção, e com uma certa angústia, os acontecimentos que criaram um cisma na comunidade BrOffice. A própria comunidade está dividida entre os que estão no olho do furacão e os que estão tentando entender o que está acontecendo.
A Comunidade do Debian lançou ontem, dia 6 de Fevereiro, a versão 6 do Sistema Operacional Linux Debian, apelidado de Squeeze, após 24 meses de desenvolvimento. A distribuição Debian é reconhecida pela sua estabilidade e confiabilidade, e é a distribuição “mãe” de outras distribuições, como o Ubuntu.
E 2011 chega e com ele, um turbilhão de coisas para fazer. Mês de janeiro, então, é típico e comum em todos os anos: um mês que para alguns é férias, e para outros é o oposto, afinal alguém tem que cuidar das tarefas enquanto outros se divertem em suas férias. É mês de estudo, onde muitos se reservam para estudar, se reciclar, se aperfeiçoar, já que durante o ano, isso quase sempre é impossível para certas pessoas. Janeiro também é um ano que, para tantos outros, se programar, se agendar. Mês de promessas, de dietas, um mês que serve para analisarmos os pontos positivos do ano que passou e fazer novos planos, mesmo que não dê tempo para fazer tudo. Para nós, da Revista Espírito Livre, também não seria diferente. Aguardem que coisa boa está por vir…
A edição de janeiro da Revista Espírito Livre apresenta ao leitor, um tema bastante recorrente em sites especializados e que alguns simplesmente tentam ignorar: Software Livre nas empresas. O software livre já é uma realidade em grande parte das empresas, e aquelas que, dizem não usar, muito provavelmente acabam usando, seja na hospedagem de seu site, seja no framework utilizado para criar uma solução web, seja para navegar, já que a própria Internet tem como pilares, softwares de código-aberto. Neste contexto, fomos conversar com Arvind G. S., um indiano, responsável pelo Projeto Fedena, uma suite para gestão escolar.
Além disso, a edição apresenta várias outros artigos que ajudam a compor o tema do mês. Albino Biasutti apresenta um pequeno case de sucesso de implantação de software livre em uma empresa hospitalar, Estefânio Luiz Almeira fala sobre o MySQL e como ele pode ser uma boa solução empresarial, no que diz respeito a Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados. Evaldo Júnior, que andava sumido, mas que retoma suas contribuições junto a revista, fala sobre um case de implantação de software livre em uma micro empresa. Gilberto Sudré, deixa claro em seu artigo, que o software livre já está maduro para o mercado.
A edição ainda leva o leitor a conhecer um pouco mais sobre as vantagens do software livre no desktop, apresentadas por Marcelo Menezes. Walter Capanema aborta um tema polêmico sobre o WikiLeaks e o direito a informação.
Esta edição ainda traz um fascículo especial, que se encontra ao final da revista. Na verdade, este fascículo trata-se de uma republicação dos “Cadernos da Liberdade”, de autoria de Djalma Valois Filho, um grande parceiro da comunidade de software livre no Brasil. Os quadrinhos datam de 2004, mas ainda continuam bastante atuais, como os leitores poderão comprovar.
Assim, como em outros meses, a edição de número 22 está repleta de material interessante e que atende a uma demanda bem diversificada de leitores.
Aproveito para agradecer a todos os colaboradores e envolvidos na produção desta e de outras edições. A publicação é um esforço conjunto e que só se concretiza com a participação de uma equipe empenhada em levar ao leitor um material de qualidade.
E para os leitores da Revista Espírito Livre, o nosso muito obrigado por nos acompanhar. E que venha 2011.
É ótimo ver como gente jovem aprendendo a fazer coisas legais com o Linux. Esse é o caso do Lucas Villela Canôas, que na semana passada publicou um no Dicas-l (http://www.dicas-l.com.br/arquivo/descobrindo_computadores_da_rede.php). O autor tem 17 anos e é estudante de nível médio.
Abaixo reproduzo o post, mas lembro que o netdiscover não é instalado por padrão no Ubuntu, portanto é preciso instalá-lo antes, utilizando o Synaptic, a Central de programas ou o apt-get. O netdiscover é especialmente útil, se você quer descobrir se alguém está utilizando sua rede sem fio sem sua autorização.
Descobrindo computadores da rede
Colaboração: Lucas Villela Canoas
Data de Publicação: 28 de janeiro de 2011
Quando estamos numa rede, algo muito útil em diversas situações é ver quais computadores existem nesta rede. Há vários maneiras de se fazer isso. Hoje irei ensinar como fazer isso usando o netdiscover, que é bem simples.
A semana começou com uma notícia que beira o absurdo: O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro anunciou que gastará 4 milhões de reais do meu, do seu, do nosso dinheiro, para comprar licenças do Microsoft Office 2010, e substituir as cópias gratuitas do BrOffice instaladas nos computadores da organização. A alegação é que o BrOffice tem “problemas de compatibilidade” e a compra dos pacotes da Microsoft “melhoraria a produtividade”.
Sobre esse assunto, Jomar Silva, Diretor Executivo da ODF Alliance no Brasil, um consórcio internacional formado por representantes de governos, bem como das maiores empresas do mundo inteiro, escreveu o artigo que transcrevo abaixo. O original está em http://www.trezentos.blog.br/?p=5484
Carta aberta ao TRT/RJ sobre a troca de suíte de escritório
Foi com perplexidade e tristeza que li hoje a notícia de que o TRT/RJ está trocando a suíte de escritório em software livre BrOffice pelo software proprietário MSOffice, alegando “…limitações, principalmente em relação ao intercâmbio de informações e arquivos com órgãos do Poder Judiciário e instituições públicas…” e ainda que “ …O MS Office é um padrão mundial…”.
Não vou comentar aqui sobre a decisão de não utilizar um Software Livre, desrespeitando a atual política definida pelo Governo Federal de utilização prioritária de Software Livre, mas faço questão de registrar meu questionamento sobre a alegada “falta de compatibilidade” dos arquivos gerados pelo BrOffice.
Gostaria de iniciar esclarecendo aos responsáveis por tal decisão no TRT/RJ de que os documentos gerados pelo BrOffice são gerados no padrão ODF (OpenDocument Format), que além de ser um Padrão Aberto, é ainda uma Norma Internacional – ISO/IEC 26.300 (portanto um VERDADEIRO “Padrão Internacional”) e uma Norma Brasileira, a NBR ISO/IEC 26.300:2008.
O ODF está sendo adotado cada vez mais por governos do mundo todo como o padrão de armazenamento de informações governamentais, principalmente por garantir a longevidade no armazenamento das informações e por não ser dependente de uma única Suíte de Escritório, sendo suportado atualmente por uma extensa lista de soluções em software incluindo softwares livres e proprietários.
O ODF é desenvolvido de forma totalmente aberta e transparente por um consórcio internacional (OASIS ODF TC) e seu desenvolvimento conta atualmente com inúmeras empresas como Adobe, Boeing , Google, IBM, Intel, Microsoft, Nokia, Novell e Oracle, entre outras, além de especialistas do mundo todo, como este brasileiro que lhes escreve.
A adoção crescente do ODF no Brasil pode ser vista pela lista de signatários do Protocolo Brasília, um documento publicado em Diário Oficial onde empresas e organizações se comprometem publicamente com a adoção e promoção do padrão ODF. A lista de signatários do Protocolo Brasília, que atualmente envolve mais de 2 milhões de usuários no Brasil, é composta por empresas e órgãos públicos como SERPRO, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Ministério das Relações Exteriores, Marinha, Exército, Aeronáutica, DATAPREV, Correios, INPE, INPI, Itaipu Binacional, ITI, SLTI, CELEPAR, Petrobrás e Cobra Tecnologia, entre outras.
O Governo do Estado do Paraná sancionou em 2007 uma lei que trata da utilização de ODF como formato de armazenamento de informações de documentos governamentais e um projeto de lei semelhante está em análise atualmente no Congresso Nacional (PL-3070/2008).
A arquitetura e-Ping (Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico), documento que “…define um conjunto mínimo de premissas, políticas e especificações técnicas que regulamentam a utilização da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) no governo federal, estabelecendo as condições de interação com os demais Poderes e esferas de governo e com a sociedade em geral…“, em sua versão mais recente, descreve o Padrão ODF como “ADOTADO”, enquanto sequer cita os formatos proprietários .DOC, .PPT e .XLS e seus sucessores .DOCX, .PPTX e .XLSX, indicando de forma clara à todo o governo e sociedade que a recomendação oficial do Governo Federal é a utilização do ODF. Os formatos .DOC, .XLS e .PPT já foram citados em versões anteriores da e-Ping e sua utilização foi substituída pelo padrão ODF.
Gostaria ainda de sugerir aos membros do TRT/RJ que entrem em contato com o TRT da 13° região, pois eles utilizam com sucesso o BrOffice e o padrão ODF e até onde sei é o único TRT onde 100% dos processos são eletrônicos no Brasil. Lembro-lhes ainda que nova versão do padrão ODF (ODF 1.2) tem suporte a assinaturas digitais compatível com a ICP-Brasil, funcionalidade extremamente importante para o Judiciário Brasileiro.
Tendo em vista o exposto, gostaria de solicitar aos responsáveis no TRT/RJ a revisão de tal decisão, pois considero que a decisão é retrógrada e deixa, mesmo que de forma involuntária, a mensagem de que as Normas Brasileiras não devem ser respeitadas por todos, o que torna desnecessário o intenso trabalho de normalização que nós brasileiros realizamos no Brasil e no cenário Internacional.
Coloco-me desde já á disposição do TRT/RJ para esclarecer os benefícios da adoção do Padrão ODF e quaisquer outras dúvidas que tiverem sobre este assunto.
Abaixo transcrevo o Press Release que, modestamente, fui eu quem traduzi para o portal oficial do BrOffice
TDF lança o BrOffice 3.3
A primeira versão estável do pacote de programas de escritório livre está disponível para download
A The Document Foundation lança o BrOffice 3.3, a primeira versão estável do pacote de programas para escritório livre desenvolvido pela comunidade. Em menos de quatro meses, o número de desenvolvedores trabalhando no BrOffice cresceu de menos de vinte no final de Setembro de 2010, para bem mais de uma centena hoje. A chegada de novos colaboradores, vindos de toda parte do mundo, acelerou o processo, apesar da agressiva agenda definida para o projeto.
O BrOffice 3.3 traz várias funcionalidades novas e originais, mas não é só isso; trata-se de uma conquista significativa por várias razões:
- a comunidade de desenvolvedores foi capaz de construir seu próprio processo de maneira independente, se estabelecer e começar a funcionar em um espaço de tempo muito curto (no que diz respeito ao tamanho do código básico e às fortes ambições do projeto);
- graças ao grande número de novas contribuições, através de desenvolvedores atraídos para o projeto, o código fonte sofreu uma limpeza rápida para oferecer uma base melhor para o futuro desenvolvimento do BrOffice;
- o instalador do Windows, que atinge a maior e mais diversificada base de usuários, foi integrada num pacote simples contendo todos os idiomas, reduzindo, assim, o tamanho do download de 75 para 11GB, tornando mais fácil para nós disponibilizar novas versões mais rapidamente e reduzindo a pegada de carbono de toda a infraestrutura.
Caolán McNamara da RedHat, um dos líderes da comunidade de desenvolvedores, disse: “Estamos animados: é nossa primeira versão estável, e portanto estamos ansiosos pelo retorno dos usuários, que será integrado tão logo seja possível, dentro do código, com as primeiras melhorias sendo liberadas em Fevereiro. A partir de Março, migraremos para uma agenda de versões baseada em tempo real, previsível transparente e pública, de acordo com o desejo do Comitê Gestor de Engenharia e com as solicitações dos usuários”. O roteiro de desenvolvimento do BrOffice está disponível em http://wiki.documentfoundation.org/ReleasePlan.
O BrOffice 3.3 traz várias funcionalidades exclusivas. As 10 mais populares entre os membros da comunidade são, não necessariamente nessa ordem: a capacidade de importar e manipular arquivos SVG; Facilidade para formatar páginas de título e a paginação no Writer; Uma ferramenta de navegação mais útil para o Writer; ergonomia melhorada no Calc para o gerenciamento de planilhas e células; e filtros de importação para documentos do Microsoft Works e do Lotus Word Pro. Além disso, várias ótimas extensões estão agora incorporadas, oferecendo importação de arquivos PDF, um painel de apresentação de slides, um assistente de relatório melhorado e muito mais. Uma lista mais completa e detalhada de todas as novas funcionalidades oferecidas pelo LibreOffice 3.3 está disponível na seguinte página da internet: http://www.libreoffice.org/download/new-features-and-fixes/.
O BrOffice 3.3 também oferece todas as novas funcionalidades do OpenOffice.org 3.3, tais como manipulação de novas propriedades personalizadas; incorporação de fontes PDF padrão em documentos PDF; nova fonte Liberation Narrow; proteção melhorada em documentos do Writer e do Calc; dígitos decimais automáticos para o formato “Geral” no Calc; 1 milhão de linhas em uma planilha; novas opções para a importação de arquivos CSV no Calc; inserção de objetos nas planilhas; rótulos hierárquicos para o eixo de rótulos nos gráficos; manipulação do layout dos slides melhorado no Impress; uma nova interface de impressão fácil de usar; mais opções para alteração de capitalização; e abas coloridas para as planilhas no Calc. Muitas dessas novas funcionalidades foram contribuições de membros da equipe do BrOffice anteriores à formação da TDF.
Os desenvolvedores do BrOffice se encontrarão na FOSDEM, em Bruxelas, em 5 e 6 de fevereiro, e apresentarão seus trabalhos em um workshop de um dia, em 6 de fevereiro, com palestras e seções de desenvolvimento de código coordenadas por vários membros do projeto.
O site da TDF está em http://documentfoundation.org. O site do BrOffice está em http://pt-br.libreoffice.org/, onde a página de download foi redesenhada pela comunidade para ser mais amigável.
*** Sobre a The Document Foundation
A TDF tem a missão de facilitar a evolução da Comunidade do OOo em uma organização nova, aberta, independente, e meritocrática nos próximos meses. Uma Fundação Independente é um reflexo melhor dos valores dos nossos contribuidores, usuários e apoiadores, e permitirá uma comunidade mais efetiva, eficiente e transparente. A TDF protegerá os investimentos já feitos através do aproveitamento das conquistas da primeira década, incentivará a larga participação dentro da comunidade, e coordenará as atividades na comunidade.
*** Contato com a TDF no Brasil
Olivier Hallot (Brasil)
Celular: +55 21 88228812 – E-mail: olivier.hallot@documentfoundation.org
“”Esta é uma grande notícia para a Mandriva! O MEC (Ministério da Educação e Cultura), autoridade de educação do governo brasileiro, selecionou os computadores Classmate com processadores Intel operando com o sistema Mandriva Linux para uso educacional a nível nacional.
A Mandriva está trabalhando em parceria com a Positivo, fabricante do hardware, para oferecer esta solução de código aberto a qual auxiliará os professores a melhorarem a formação dos estudantes. Além disso, esta será uma das maiores implantações organizadas de Linux do mundo, com potencial para atingir 1,5 Milhões de unidades, e confirma o Linux como uma solução rentável, como um sistema operacional alternativo para computadores.
A decisão do governo brasileiro de escolher as soluções da Intel Learning Series (Linha de Aprendizagem da Intel) com o Mandriva Linux nos classmates reafirma o Linux como o sistema operacional preferível para o mercado global de educação, com o Mandriva sendo o líder no mercado Linux orientado à educação.
A edição brasileira do Mandriva é baseada na versão mais recente do Mandriva Linux para mini notebooks, a versão 2010, e foi adaptado para os computadores com processadores Intel com um lançador de aplicações exclusivo, que torna mais fácil o acesso às mais comumente necessárias aplicações de código aberto. A Positivo fabricará computadores classmate com processador Intel, que serão usados por professores, pais e alunos nas escolas brasileiras.”” [referência: blog.mandriva.com]
Já está disponível a ed. 20 da Revista Espírito Livre. Como sempre beirando as 100 páginas e com um record de matérias sobre o tema da capa. Realmente foram muitos textos sobre o mesmo tema, o que de certa forma é ótimo!
Aqueles que quiserem (e puderem) publicar em seus blogs e sites, peço por gentileza informar o site da revista para download ou um link curso apontando para o post como este: http://miud.in/jaR
Pirataria. Um tema polêmico que divide opiniões, levanta questões éticas/morais, sem falar que eleva ânimos de muitos enquanto causa tumulto e prisões em certas situações. Isto tudo talvez porque os elementos necessários para a fundamentação do conceito da palavra “pirata” tenham sido distorcidos ao longo dos anos e atribuições indevidas foram feitas. Claro que, dadas as devidas proporções, e também a certos interesses, muita coisa já foi falada por entendidos (e desentendidos). Isso ajudou a disseminar uma imagem que muito provavelmente não é a que encontramos nestes “novos piratas”. A Revista Espírito Livre tenta apresentar nessa edição, diversas visões, apresentadas por vários colaboradores que aproveitam este veículo de informação para fazer justamente o que ele se propõe a fazer: informar!
Muitos são levados a acreditar em significados distorcidos, julgamentos prematuros e muitas vezes inconsistentes. Fique atento.
A edição 20 também traz a seus leitores uma matéria extensa e bastante completa sobre Zabbix e seus agentes, sob a condução de Aécio Pires e André Déo. William Stauffer Telles fala sobre segurança, mas sob uma ótica não muito discutida pelos entendidos do assunto. Cezar Taurion levanta um tema bastante interessante e que inclusive foi tema de palestra na Latinoware 2010, ocorrida neste mês em Foz do Iguaçu: a Internet das Coisas, um conceito que visa mudar completamente a forma como temos acesso a certas informações.
Entrevistamos o jornalista e professor da UFV, Carlos d’Andréa, que fala sobre a influência do conceito wiki no jornalismo como conhecemos, sua vantagens e itens a serem analisados. Carlisson Galdino, além de sua coluna mensal, onde narra a Warning Zone, esta edição ainda publica dois de seus cordéis, ambos sobre pirataria. Vale a pena conferir!
Uma nova colaboração é feita por Aline Abreu, que levanta a questão do respeito dentro da comunidade, um fato nem sempre levado em consideração por certos usuários. Waney Vasconcelos fala das dificuldades de comunidades a que está inserido e como o Ubuntu – e o seu significado etimológico – pode representar uma mudança de realidade. Hailton David Lemos encontra similaridades entre o genoma humano e o conceito de software livre, relação que merece ser conhecida.
Além dos colaboradores citados, vários colunistas e diversas contribuições não somente através de artigos, mas em revisões e buscando novos materiais, são realizados por vários bravos e respeitados parceiros. A todos estes, o meu obrigado.
Nossos sorteios continuam e se você ainda não participou, esta é a chance. Quem sabe o próximo não seja você?! Além das promoções, se você tem algo a nos dizer – sugestões, relatos, casos de sucesso ou simplesmente um obrigado – não deixe de entrar em contato. A Revista Espírito Livre busca os mais diversos tipos de colaborações, onde o agradecimento, a simples leitura, a divulgação entre os amigos e muitas atitudes fáceis de serem feitas são percebidas como contribuição! Então, vamos fazer da Revista Espírito Livre um veículo de qualidade com cada vez mais participações dos leitores com o único propósito de devolver a estes, material de qualidade e de excelência. Um abraço a todos!
–
João Fernando Costa Júnior
Coordenador GUBrO-ES – Grupo de Usuários de BrOffice.org do ES / Iniciativa Espírito Livre / Equipe Bestlinux
Comissão aprova prioridade para software livre na administração pública
A intenção do projeto é economizar no pagamento de licenças de programas de computador. Segundo Erundina, o governo gasta cerca de 2 bilhões de dólares por ano com essas licenças.
Arquivo – J. Batista
Luiza Erundina: um dos objetivos é diminuir o gasto público com programas de computador.
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou hoje proposta que garante preferência para softwares livres na contratação de bens e serviços de informática pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios. A medida consta de substitutivo da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) ao Projeto de Lei 2269/99, do deputado Walter Pinheiro (PT-BA), e outros seis apensados.
Pelo texto, software livre é aquele que garante a qualquer usuário, sem custos adicionais: a execução do programa para qualquer fim; a redistribuição de cópias; o estudo de seu funcionamento, permitindo a sua adaptação às necessidades do usuário, seu melhoramento e a publicação dessas melhorias; e o acesso ao código fonte.
Para a relatora, a adoção de software livre possui três objetivos: aumentar a competitividade da indústria nacional de software, oferecer condições de capacitação para trabalhadores do setor e diminuir o gasto público com o licenciamento de programas de computador. “Estima-se que o Estado, em todos os seus níveis, gaste cerca de 2 bilhões de dólares por ano com pagamento de aluguel de licenças de programas-proprietários”, afirma Erundina.
Licitações
O substitutivo altera a Lei de Licitações (Lei 8.666/93). Segundo a lei, para a contratação de bens e serviços de informática, a administração deve adotar obrigatoriamente a licitação do tipo “técnica e preço”. A proposta estabelece que, adicionalmente, a administração deverá observar a preferência a programas de computador livres e com formatos abertos de arquivos.
Conforme o texto, formato aberto de arquivo é aquele que: possibilita a comunicação entre aplicativos e plataformas; pode ser adotado sem quaisquer restrições ou pagamento de direitos; pode ser implementado de forma plena e independente por distintos fornecedores de programas de computador, em múltiplas plataformas, sem qualquer remuneração relativa à propriedade intelectual.
A contratação de programas-proprietários só ocorrerá no caso de “justificada inadequação” do software livre. Neste caso, a avaliação das propostas deverá considerar os custos totais, incluindo instalação, licenciamento, instalação e suporte.
Programa do governo
Desde 2003, o governo já promove ações para estimular o uso do software livre pela administração pública. Assim, deixou de gastar R$ 370 milhões com a compra de softwares. Levantamento realizado pelo Comitê de Implementação do Software Livre no Governo Federal em cerca de 130 órgãos da administração pública mostrou que, até maio, 56% deles já utilizavam software livre em seus servidores e 48% implementavam software livre em sistemas de informação. Os dados estão disponíveis no Portal do Software Público Brasileiro (www.softwarelivre.gov.br), mantido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão desde 2007.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será apreciada ainda pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O Ubuntu está se afastando do seu ciclo, estabelecido em seis meses, e potencialmente indo para um futuro onde as atualizações de software serão diárias. O fundador do Ubuntu, Mark Shuttleworth, disse recentemente à imprensa que uma mudança em direção a atualizações diárias ajudaria a popular distribuição de Linux a manter o ritmo com um software cada vez mais complexo, e o ecossistema da plataforma Ubuntu irá para mais dispositivos e se sincronizará com o Android e iPhones. A Central de Programas – com quase um ano de idade – está liderando essas mudanças, e Shuttleworth prometeu que isso “continuará, e de maneira mais rápida do que as pessoas poderiam prever no passado.”
“Hoje, temos um ciclo de versões de seis meses,” disse Shuttleworth. “Em um mundo orientado pela Internet, precisamos ser capazes de liberar algo todos os dias.”
“É uma área onde colocaremos muito do nosso trabalho nos próximos cinco anos. Os pequenos passos que colocamos dentro da Central de Programas hoje, irão além e de maneira mais profunda do que as pessoas previram no passado.”
O Ubuntu tem um sólido ciclo de versões de seis meses desde o Edgy Eft, versão 6.10, de Outubro de 2006, que abriu o caminho para o Feisty Fawn, 7.04, no ano seguinte. Não é só o Ubuntu que é atualizado a cada seis meses, mas também os módulos e o código em outras áreas do mundo do código aberto que fazem parte do Ubuntu. Uma nova versão do Ubuntu terá, digamos, a última versão do Firefox e do OpenOffice incluídas, ou novos pacotes que colocam o Ubuntu em uma direção diferente, como quando o Ubuntu 10.10 trocou o editor de fotos F-Shot pelo Shotwell.
Parece que Shuttleworth está falando de um futuro onde as atualizações do código da Canonical no Ubuntu, outras características do Ubuntu e os programas que você comprou ou baixou da Internet de graça, serão atualizados em suas versões assim que estejam disponíveis, ao invés de esperar pela liberação semestral.
Atualizações também serão feitas em novos dispositivos uma vez que o Ubuntu seja instalados por outras empresas, como netbooks ou em sistemas automotivos, e os fabricantes desses sistemas liberem um código novo. A questão principal será o quanto o Ubuntu será largamente adotado em outros dispositivos além dos tradicionais laptop e desktop, de acordo com Shuttleworth.
A Central de Programas foi introduzida há apenas um ano no Ubuntu 9.10 como um gerenciador de pacotes gráfico com o objetivo de ser mais simples e fácil de usar para os novatos em Linux do que as ferramentas até então existentes no GNOME. A Central de Programas deu um passo bem na direção da visão de Shuttleworth para o Ubuntu 10.10 no mês passado, quando incluiu a capacidade de comprar software proprietário para seu Ubuntu, através de servidores na rede. ®
Mark Shuttleworth disse, recentemente, a jornalistas que o Ubuntu mudará sua agenda de atualizações de seis meses para atualizações diárias. Um passo dessa natureza ajudará o Ubuntu a se manter em dia com as rápidas mudanças, com um software cada vez mais complexo e com outras opções de hardware. Isso é especialmente verdadeiro, uma vez que o Ubuntu pode ser encontrado e cada vez mais dispositivos móveis, como smartphones. Shuttleworth disse que mais serviços e software estarão disponíveis e estarão conectados com a Central de Programas do Ubuntu que terá um crescimento rápido nos próximos anos. Ele explicou que, “Em um mundo orientado pela Internet, precisamos ser capazes de liberar algo todos os dias.” A principal vantagem do Ubuntu seria a possibilidade de manter o entusiasmo das pessoas em alta durante o que se considera como ciclos de desenvolvimento, quando os maiores Websites e publicações se concentram em outras distribuições e outros assuntos. Para os usuários, uma espera menor por atualizações de aplicações, importantes ou não, assim como a oportunidade de acabar com o ciclo reinstalações a cada seis meses ou o risco de um ciclo de atualização. Mais importante, fabricantes de sistemas embarcados que utilizam o Ubuntu poderão atualizar seus sistemas regularmente e isso ajudará a Canonical a atender a esses serviços.
Uma mudança dessa natureza seria, essencialmente, uma alteraria toda a filosofia e os procedimentos à medida que o Ubuntu comece a ter atualizações constantes. Isso significa um pouco mais de trabalho para os desenvolvedores, que precisam ter certeza de que os pacotes estejam prontos para os usuários com mais frequência. Além disso, o Ubuntu ainda teria de liberar ISOs atualizadas periodicamente, para aqueles que precisam de uma instalação nova do zero.
Mas, pesando os prós e os contras, isso significa mais valor para os usuários e parceiros do Ubuntu.