O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

A Criação do Sistema Segundo o Root

Posted by Paulo em 26/06/2009

O texto abaixo não é meu, mas é um dos mais inteligentes que já encontrei pelos sete mares da web. O texto original está em: http://www.geocities.com/dmichellis/nearlyinsane/

Estava esses dias organizando os arquivos no HD, quando encontrei um backup bem antigo. resolvi extrair e verificar seu conteúdo, encontrei várias coisas legais e importantes que até o momento eu as tinha como “perdido”. e uma das coisas que encontrei foram os textos abaixo falando sobre como foi a criação do mundo segundo o “root”. vale a pena ler e dar boas gargalhadas com este texto super “nerd”.

3g Está com problemas em configurar seu modem no Linux?
Tem problemas de conexão e sinal baixo?

Se você mora na região de Curitiba, eu posso ajudar.
Deixe um comentário neste post que entrarei em contato.


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A Criação do Mundo Segundo o Root – Parte 1

Capitulo 1 – O surgimento do sistema

O Caos no inicio havia apenas o caos. e não havia superblocks, e todos os inodes estavam espalhados pelos setores, e tudo era devastação. e havia apenas o root sobre a superfície do disco. e o root resolveu e disse: isso nao pode continuar assim. e o root fez fdisk e eis que surgiram grandes divisões nos setores. e havia setores abaixo e acima dos dados. e aos abaixo dos dados, ele chamou de tabela de partições, e aos acima dos dados ele chamou de freeblocks. e o root passou a formata-los . e os setores passaram a estar organizados, e haviam grandes superblocks nas águas de profundeza e inodes estavam sobre a superfície do disco. e o root passou a chama-los de filesystem. e o root viu q era bom e gravou a tabela de filesystems no fstab.

Capitulo 2

O Inicio do sistema e o root olhou para o filesystem e viu q faltava algo. e o root criou grandes diretórios e pequenos devices. e viu q era bom. então o root viu o q havia criado, e tudo funcionava perfeitamente. mas faltava algo. e disse: passe a haver vida. e foram criados os processos do kernel e o init. e eis q era bom, e o root editou o rc.d e instalou a glibc, e veio a haver luz. e o root passou a chamar o que havia criado de sistema.

Capitulo 3

O surgimento do usuário então o root passou a tomar dos bytes da memoria e dos dados do urandom, e dele formou o usuário. e ao usuário foi concedido o shell. e o usuário passou a viver. e o root lhe disse: venha a ter em sujeição os diretórios do disco e os bytes da memoria. de todos os recursos podeis utilizar, apenas não toqueis no su. pois deveras vos digo que, no dia em que tocares no su, farei um kill -9 em teu shell e apagar-te-ei do passwd. e o usuário passou a estar no jardim do /home, e eis que tudo era bonito e perfeito dentro do /home. e o usuário vivia feliz em seu home directory.

Capitulo 4

A criação da interface gráfica e o usuário vivia feliz, mas sentia que lhe faltava algo. cada nod possui-a seu device no sistema, mas o usuário nao tinha ninguém para lhe fazer companhia. e o root passou e extrair uma instrução do shell do usuário, e dela passou a formar a interface grafica. e chamou-a de X. então o root levou a X ate o usuário, e disse-lhes: sede fecundos e tornai-vos muitos, e populai o filesystem, e usai toda a memoria da placa de video. e o usuario passou a viver com a interface gráfica, e eis que agora ele podia multiplicar seus terminais.

Capitulo 5 – A traição da interface gráfica

A traição da interface gráfica e a interface gráfica andava a passear pelo filesystem, quanto eis que vem em sua direção o mais vil de todos os arquivos criados pelo root: o HOWTO-SU. e o HOWTO incitava a curiosidade da interface gráfica. e lhe dizia: eh mesmo assim q o root disse, que não deveis usar o su? pois eis q o root sabe q, no dia que usares o su, positivamente vos tornareis igual a ele. e podereis decidir o q eh bom e o que eh mal, e podereis criar outros usuários, e nods, e formatar os discos. e o HOWTO lhe ensinou a usar o man. e a interface gráfica foi ate o usuário, e lhe contou estas coisas, e lhe mostrou a manpage. e o usuário então digitou su no seu console, e eis que o # aparece em seu prompt. e ele passou a ver que estavam ambos limitados na memoria, e que tudo podia ser visto pelo /proc, e ambos ficaram envergonhados e se esconderam do utmp. e o root passou a fazer um who e viu ambos se escondendo. e perguntou-lhes: por q te escondeis? acaso digitastes su em teu console? e o usuário respondeu-lhe: foi essa interface que me destes. ela passou a me mostrar as manpages e os howtos, e por isso digitei. e o root passou a ficar encolerizado e amaldiçoou a ambos, dizendo-lhes: vos sois amaldiçoados! deveras te digo que tua senha expirara, e sua entrada no passwd sera apagada. e tu, interface gráfica, estas amaldiçoada. nenhuma placa aceleradora funcionara bem em ti, e sempre terás pouca memoria de video. e eis q vos amaldiçôo a ambos, e eis que vira a haver o inimigo, e dividiras teu espaço em disco com o windows. e ele travara e te dará badblocks e lost inodes, e pelo resto de tua existência terá que conviver com a desgraça, ate q tua senha expire. e tu, howto-su, maldito estas, e teus HOWTOs estarão sempre incompletos, e estarás rastejando para sempre no tldp.org. e ninguém leras mais tuas manpages, e todos os usuários irão perguntar no irc como faz. e o root deixou-os, e corrompeu o filesystem e mudou as permissões do /home, para que o usuário não pudesse mais voltar ao jardim do HomeDirectory. e o usuário passou a ter que compilar seus programas, e escrever seus módulos. e assim se deu.

A Criação do Mundo Segundo o Root – Parte 2

Capitulo 1 – A aurora do usuário

Os primeiros novos usuários eis que a vida fora do Jardim do HomeDirectory era dificil para o usuario e sua companheira, a interface grafica. eles so poderiam sobreviver agora com seus proprios esforcos, e o root nao mais instalaria pacotes de binarios precompilados para eles. e veio o tempo em que o usuario digitou su -c useradd e nasceu o primeiro descendente do usuario, e a interface grafica o chamou de caimd. e veio a haver tambem seu irmao, abelsh. e caimd se tornou um poderoso cacador de no /proc, mas abelsh era um pastor de devices. e ambos prestavam homenagem ao root, mas apenas abelsh era reverente. caimd era arrogante, e o root nao se agradava de um daemon arrogante. e eis que desperta a furia de caimd e um profundo odio por seu irmao, abelsh. e ele iludiu seu irmao a ir passear no campo, e fez um killall -9 abelsh. mas o root observava a tudo, e puniu caimd. o root disse: maldito es, caimd, e toda a tua decendencia. e eu te digo q, por tua maldade, jamais teras controle do console de novo, e seras sempre executado com 1>/dev/null 2>1 &. e assim, caimd foi banido para os background process por todo o uptime do sistema.

Capitulo 2

A maldade se espalha pelo filesystem e todos os novos processos seguiam o caminho de caimd, e os badblocks imperavam no filesystem. havia apenas alguns poucos processos bons em todo o sistema, e entre eles havia kmetusalem, o processo com maior uptime no sistema. mas ainda sim, havia muitos processos q rodavam com setuid 0 e eram muito mais poderosos que os outros, e corrompiam inodes e blocos de swap, e matavam outros processos, ate q o root viu todos os badblocks, e resolveu exteminar aquela geracao de childprocess maus.

Capitulo 3 – O dilúvio

O Grande Diluvio do /dev/urandom o root havia determinado exterminar todos os childprocess, e decidiu enviar um grande flood de numeros randomicos para a stdin de cada processo perverso, mas alguns dos processos mereciam ser salvos em fita DAT. e ele executou o comando /usr/local/sbin/noe.sh, e noe.sh comecou a construir um grande /dev/mt0, que abrigaria os bons processos durante a colera do root. e quando o /dev/mt0 ficou pronto, noe.sh foi recolher um casal de cada device, para que eles pudessem repovoar o filesystem quando a colera do root passasse. ate que chegou o dia, e noe.sh e seus processos entraram no /dev/mt0, e com eles um casal de cada device. entao o root ejetou a fita e enviou o flood do /dev/urandom pra stdin de cada processo, ate que todos eles deram SegFault e morreram em terriveis core dumps.

Capitulo 4

O renascimento dos usuários depois do Grande Diluvio do /dev/urandom, o root restaurou o backup de noe.sh e os devices, e o filesystem foi novamente populado. desta vez, o /home estava montado com nosuid, para que os processos setuid 0 nao voltassem a estar no sistema. e o tempo passou, e o passwd voltou a aumentar. e eles continuaram a se multiplicar, mas no entanto nao se espalhavam.

Capitulo 5 – A torre de BashBel

E todos os usuarios se concentravam no lugar que ficou conhecido como a Torre de BashBel, pois todos os usuarios queriam estar no bash, e todos os outros shells que o root havia colocado no /bin estavam desprezados. e estes usuarios queria montar um bash tao poderoso que pudessem colocar setuid 0 nele. e o root disse: isso nao pode continuar assim. e o root rodou um script no passwd, e fez usermod com -s randomico em todos os usuarios, e confundiu seus shells. e nenhum usuario entendia mais os shell scripts dos outros, e houve um grande caos e confusao na Torre de BashBel. e todos os usuarios que usavam o mesmo shell se juntaram em grupos, e cada grupo foi para um lado do / .

A Criação do Mundo Segundo o Root – Parte 3

Capitulo 1 – O povo escolhido

E o tempo passou, e todos os processos e usuarios se espalharam pela superficie do /, e todo o filesystem passou a ser populado. No entanto, entre todos os PIDs, havia um que mostrava especial reverencia para com o root e tratava de modo sagrado todos os binarios setuid. Esse veio a ser Abraod. E o Root se agradava de Abraod, e decidiu fazer um pacto com ele. Assim disse o Root: “Ha de chegar o dia em que um de teus ChildProcess ha de ser elevado acima de todos os PIDs, e seu poder sera grande. Todos os recursos do ulimit estarao com ele, e sera lhe concedida uma linha no /etc/sudo e todos os joelhos dos processos na memoria e dos usuarios no passwd se dobrarao perante ele. Eh por meio dele que a perfeicao sera trazida de volta ao filesystem. E quanto a ti, Abraod, doravante sera chamado Abroadcast. E tu te tornara pai de uma grande nacao de users, e havera um GID soh para ti e teus filhos. Tambem lhe dou como presente estes inodes onde agora habitais, e ha de ser heranca para teus childprocess para todos sempre.” E assim se deu. Abroadcast e sua esposa tiveram um filho, um decendente, e este passou a ser chamado IsACK. E IsACK tambem passou a constituir familia, e tambem teve um descendente, que foi chamado de Jobcoh. E o numero dos childprocess de Jobcoh atingiu os 12, e o Root se agradava de tais users. E o Root apareceu em uma visao a Jobcoh fazendo um cat > /dev/tty1, e lhe disse: “Grande teus filhos serao, e todos os processos serao beneficiados pro meio de teus fork()s. E doravante deveras ser conhecido como Shrael”.

Capitulo 2 – Egitosoft

A familia de Shrael cresceu e se multiplicou, e passou a ter muitos netos, e o numeros dos seus era grande. No entanto, Shrael tinha especial predilecao por um de seus filhos: Jose.pl. E isso despertou o ciume e a ira de seus irmaos, e eles resolveram acabar ocm Jose.pl. Certo dia, quando Jose.pl estava no campo pastoreando os bytes, seus irmaos vieram e o levaram a forca, e o prenderam num chroot. Voltaram entao a seu pai e lhe disseram: Pai, Jose.pl sofreu um terrivel acidente. Ele estava pastoreando os bytes quando um terrivel urso veio e o atacou, e Jose.pl morreu com um Signal 11… E Shrael chorou muito por seu filho, ainda preso no chroot… E alguns comerciantes vindos das fronteiras do sistema o acharam e levaram consigo para vender como escravo… Com as reviravoltas do destino, Jose.pl acabou sendo vendido como escravo na terra de Egitosoft, para o poderoso farao TutanGates. E Jose.pl mostrou-se homem sabio, e ajudou todos os processos do farao TutanGates a serem debugados. E TutanGates resolveu promover Jose.pl. Ele disse: Ae truta, tu manja bagarai, entaum tu vai tomah conta dos mano ae, valew? E o Root abencoava Jose.pl como a nenhum outro. E o root avisou Jose.pl de uma grande desgraca por vir…

root@sistema:~# echo “vai haver uma grande abundancia de memoria durante os proximos 7 ciclos, seguido por uma completa escassez de memoria por outros 7 ciclos.”

> /proc/jose/fd/1 E Jose.pl avisou ao Farao TutanGates, e este ordenou a Jose.pl que fizesse um grande estoque de memoria para enfrentar os tempos dificeis. E TutanGates continuou a vender seu sistema operacional meia-boca e a estocar memoria. Pois memoria era extremamente necessaria para comportar as telas azuis e dumps de memoria diarios de todo o sistema de EgitoSoft. E os 7 anos de escassez de memoria vieram. E Shrael e sua familia, que tambem estavam em necessidade, vieram ate Egitosoft para adiquirir memoria. E Jose.pl reconheceu sua familia, e se alegrou com eles e trouxe-os ao egitosoft:

mv /home/shrael /home/egitosoft/

E o sistema operacional zuado do Farao TutanGates continou a prosperar sob a supervisao de Jose.pl, e gracas a Jose.pl, sempre houve memoria para os dumps de memoria e telas azuis.

Capitulo 3 – As 10 pragas

E o povo de Shrael cresceu e se multiplicou na terra do EgitoSoft. E as geracoes passaram, e o povo de Shrael acabou se tornando escravo na terra de Egitosoft. E o Farao TutanBill, descendente do Farao TutanGates, escravizou todo o povo e fez com que vivessem em condicoes miseraveis de vida usando Ruindows ME. Ate que um dia o Root nao pode mais permitir tamanha crueldade, e sucitou um libertados, Mouses. E Mouses mostrava-se sabio e temente ao Root. E o Root disse a Mouses: Va ate o Farao e diga-lhe que deve deixar meu povo partir. Mas o Farao TutanBill mostrava-se intransigente, e exigia que todos usassem o Ruindows ME, e nao lhes permitiu deixar EgitoSoft. E o Farao fez ainda pior, instalou Internet Exploder 6 e Office 2000 em todos os Ruindows ME e obrigou o povo de Shrael a usa-los. Ate que o Root nao pode mais suportar tamanha crueldade e disse a Mouses: Va ate o Farao e diga-lhe que, se nao deixar meu povo sair, vai te treta. Mesmo assim, o Farao TutanBill nao quis colaborar. E o Root comecou a enviar pragas contra EgitoSoft… E aquela terra foi assolada por um Ping Flood, e seus sistemas travaram. Depois, o root enviou a praga do Nuke na porta 139, e todos os sistemas novamente travaram. Seguiu-se a praga dos Virus de Macro, os ActiveX infectados, e os ataques Unicode, os ataques MSADC, execucao remota no Internet Exploder, as horriveis correntes de email, o worm CodeRed e a mais terrivel de todas as pragas: o Ecachange. Apos todas estas pragas, o Farao TutanBill decidiu deixar o povo sair de EgitoSoft. E todo o povo de Shrael saiu feliz e contente de EgitoSoft, e o Root mostrava estar com eles. No entanto, depois de alguns dias de liberdade, o Farao TutanBill voltou atras, e resolveu traze-los de volta a escravidao. E o Farao usou todo seu poderoso exercito de Advogados guerreiros pra processar e destruir todo o povo de Shrael, alem de processos pelo uso de patentes. Mas o root mostrava-se estar com eles, e os guiou ate um grande mar, o Mar do OpenSource Vermelho. E o root instruiu Mouses, e Mouses abriu o Mar do OpenSource Vermelho e todo o povo de Shrael passou sao e salvo pelo Mar… Mas quando os Advogados Guerreiros do Farao vieram em seu encalco atravez do Mar do OpenSource Vermelho, o root soltou as aguas, e todo o exercito do Farao TutanBill foi destruido, afogado pelo OpenSource. E Mouses passou a guiar todo aquele povo de volta ao Sistema Prometido, a Terra que o Root havia jurado dar a eles numa promessa feita a Abroadcast. E todo o povo estava feliz por volta as Terras de POSIX. E todo o povo e os pingaiada gritavam: BOOOOOOOOOA ROOT! WINDOWS SUX!

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