O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

Vamos falar de negócios… Do seu negócio.

Posted by Paulo em 24/10/2009

broken_windowsAgora há pouco, li um artigo no site TI Inside Online entitulado “O perigo no cabo de conexão” de Alexandre Cruz. Fico deveras preocupado com artigos desse tipo porque não são esclarecedores, mas podem confundir muito a cabeça das pessoas porque não indicam soluções, apenas paliativos para contornar os problemas de segurança de informação nas empresas.

No artigo, Cruz diz que os virus estão se tornando um grande negócio para o crime organizado e que apesar dos esforços das equipes de TI das empresas em dificultar o acesso externo não autorizado, o perigo vem de dentro, através de dispositivos trazidos pelos próprios funcionários, como pendrives, celulares, câmeras digitais, notebooks que eles conectam em redes mais, digamos, “promíscuas”, invasão por redes sem fio e, finalmente, as famosas “vinganças de ex-funcionários” que invadem as redes de computadores das empresas para causar-lhes prejuízos.

Para evitar esses tipos de problemas, as empresas têm investido em regulamentações internas que proíbem a utilização desse tipo de dispositivos em seus computadores, softwares de segurança, hardwares de rede com dispositivos de segurança, softwares de proteção e bloqueio, bem como de monitoração das redes e dos próprios computadores dos funcionários.

Imaginei uma conta simples em empresas que utilizam, basicamente, plataformas proprietárias:

– Custo de aquisição de sistemas operacionais para estações;
– Custo de aquisição de sistemas operacionais para servidores;
– Custo de aquisição de pacotes de escritório;
– Custo de aquisição de sistemas de gestão e bancos de dados;
– Custo de aquisição de sistemas de proteção contra vírus;
– Custo de aquisição de sistemas de monitoramento de rede e de computadores;
– Custo de aquisição de computadores;
– Custo de aquisição de servidores;
– Custo de aquisição de equipamentos de rede;
– Custo da perda de dados por invasão dos sistemas;
– Custo do vazamento de informações sigilosas;
– Custo da utilização da rede e conexões externas da empresa por malwares instalados nas estações dos funcionários;
– Custo da equipe de TI para manter o sistema funcionando e/ou resolvendo os problemas do sistema;
– Custo com suporte técnico externo e consultorias;
– Custo com treinamento.

E fiquei pensando que, se uma empresa usasse a inteligência que se espera de seus executivos e adotasse soluções abertas, teríamos:

– Custo com aquisição de sistemas operacionais para servidores;
– Custo de aquisição de sistemas de gestão e bancos de dados;
– Custo de aquisição de computadores;
– Custo de aquisição de servidores;
– Custo de aquisição de equipamentos de rede;
– Custo da equipe de TI para manter o sistema funcionando;
– Custo com suporte técnico externo e consultorias;
– Custo com treinamento.

Desses custos que ainda restariam, os que poderiam ser superiores aos que essas empresas já gastam atualmente é o de consultoria, suporte técnico externo e treinamento, mesmo assim temporariamente. Todos os outros custos, ou seriam eliminados, ou seriam reduzidos drasticamente. Mas o que chama a atenção é o fato de que os custos gerados pela falta de qualidade das soluções proprietárias, a saber, a vulnerabilidade excessiva a acessos não autorizados, seriam eliminados.

Fico imaginando o quanto do lucro dessas empresas não estaria sendo desviado para soluções de informática adquiridas unicamente para remediar um problema causado por um mero fornecedor de sistemas.

Pense nisso e considere utilizar o software livre em sua empresa.

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