O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

O problema do Windows se chama AIDS

Posted by Paulo em 04/03/2010

Na madrugada passada li uma notícia no IDG Now! que considerei ser a mais idiota, burra, sem pé nem cabeça opinião que vi na internet nos últimos tempos. Recomendo que leiam a matéria original e deixem lá sua opimião. Abaixo eu deixei algumas considerações sobre trechos da matéria:

Microsoft propõe ‘taxa de uso da internet’ para combater malware

Por Computerworld/EUA

Publicada em 03 de março de 2010 às 07h05
Atualizada em 03 de março de 2010 às 08h44

Para o vice-presidente de Computação Confiável da empresa, taxa poderia financiar ações de combate a pragas virtuais, como vírus e botnets.

Como poderemos combater os cibercriminosos que infectam computadores em todo o mundo? O chefe de segurança da Microsoft lançou diversas sugestões na terça-feira (2/3), incluindo uma possível taxa de uso da internet, que seria paga em troca de serviços de inspeção e de quarentena das máquinas.

Vice-presidente de “Computação Confiável” da Microsoft, me parece um enorme paradoxo, mas enfim, a resposta me parece óbvia: Utilizando softwares bem feitos, seguros, e de boa qualidade, além de ter atitudes seguras quando navegamos na internet. Agora, taxar todo internauta por um problema sistêmico de um sistema operacional e outros softwares, me parece uma tentativa de se eximir da responsabilidade pelos problemas do software que a Microsoft fornece.

Por que eu (e muitos outros) que uso GNU/Linux, cuja máquina não tem um único malware, e que ainda procuro concientizar meus leitores a respeito do assunto neste blog, deveria pagar para minimizar um problema que é potencializado propositalmente pela Microsoft?

O que seriam exatamente “serviços de inspeção e de quarentena de máquinas”? Isso significa que podem invadir minha máquina (e minha privacidade) em busca de “malwares” e bloquear meu acesso a título de “quarentena”? A audácia desses executivos da Microsoft não tem limites.

Muitos PCs vulneráveis rodam o sistema operacional Microsoft Windows, e a empresa tem investido milhões tentando combater o problema.

Fico imaginando se tivessem usado esse dinheiro todo para fazer um sistema mais seguro…

Recentemente a Microsoft apelou para a Justiça para derrubar a botnet Waledac, introduzindo uma nova tática na batalha contra esses invasores. Em palestra na conferência de segurança RSA em São Francisco (EUA), o vice-presidente corporativo de Computação Confiável da Microsoft, Scott Charney, disse que a indústria da tecnologia precisa considerar melhor essas “soluções sociais”.

O que seria exatamente essas “Soluções Sociais”?

Isso significa combater os cibercriminosos em diversos níveis, disse. “Tal como fazemos em TI com a defesa em profundidade, temos de fazer defesa em profundidade também em resposta a hackers.”

O uso da palavra “hacker” por um profissional da área de TI, funcionário da maior fornecedora de software proprietário do mundo, para se referir a cibercriminosos me parece simbólico. O termo utilizado no meio para se referir a esses indivíduos é “cracker”. O termo “hacker” é utilizado para se referir a uma pessoa com grandes conhecimentos de informática que, não necessariamente, utiliza esses conhecimentos para prejudicar outras pessoas. Muito pelo contrário, a internet nem mesmo existiria se não fossem pelos “hackers”. O termo é erroneamente utilizado pela mídia para se referir a cibercriminosos. Entretanto, são também os “hackers” os maiores apoiadores do Software Livre, cujo ícone, o GNU/Linux, já foi classificado como “um câncer”, pelo CEO da Microsoft, Steve Ballmer.

“Eu realmente penso que o modelo de serviços de saúde… poderia ser uma forma interessante de pensar sobre o problema”, disse Charney. Em relação às doenças, o combate é feito com programas educacionais, mas também com programas sociais que verificam se a pessoa está doente e, se estiver, ela poderá ser colocada em quarentena.

Curiosa essa comparação. Seria mais ou menos assim: Temos computadores saudáveis, computadores do grupo de risco e computadores doentes. A doença de chama “Sídrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA/AIDS). Só que, ao contrário do sistema de saúde, onde a maioria é saudável e alguns têm doenças, o ambiente da internet têm uma enorme massa de computadores infectados com SIDA/WINDOWS/AIDS (cerca de 90% deles). Desses, uma boa parte desenvolve os sintomas da doença (envio de spams, perda de privacidade, roubo de dados pessoais, sequestro da máquina para atacar servidores, etc.). Alguns, que têm noção de como lidar com a doença, procuram aprender a conviver com ela (instalando e aprendendo a utilizar antivírus, firewalls, antispyware, atualizações de segurança, softwares legalizados, etc.). Por fim, os 10% restantes, seriam de computadores sadios e imunes aos males da SIDA/WINDOWS/AIDS, porque seus DNA/Linux/MacOS/BSD têm uma codificação diferente que faz com que a máquina isole e mate a grande maioria dos males da SIDA/WINDOWS/AIDS. É uma imunidade nativa.

“Colocada em quarentena”? O que significa exatamente isso? E como seria a feita a deteção e identificação de máquinas individuais? Hummm, sei não… Isso me parece meio “invasivo”, não?

Quando um usuário permite que um malware rode em seu computador, ele “não está apenas o aceitando para si, está contaminando todos ao redor”, disse.

“Quando um usuário permite”? Quem de nós deliberadamente “permite” que nossas máquinas sejam infectadas? Ora, se não permitimos deliberadamente, não seria então que permitimos “inconscientemente” porque o sistema operacional não é capaz de nos proteger dessas “atitudes inconscientes”?

“Contaminando todos ao redor”. Menos os que possuem imunidade no seu DNA/LINUX/MacOS/BSD.

E quem pagaria a conta? “Talvez os mercados viabilizem a ideia”, diz Charney. Mas uma taxa de uso da internet poderia ser a solução. “Você poderia justificá-la dizendo que se trata de um assunto de segurança pública “, disse ele.

Que dúvida de quem pagaria a conta!!!!! O seu, o meu, o nosso bolso. Quem seriam exatamente esses “mercados” que viabilizariam a idéia? “Assunto de segurança pública”: nesse ponto eu concordo com ele, embora as duas soluções mais fáceis e óbvias são extremamente onerosas para a Microsoft: ou construir do zero um novo S.O. que vise a segurança e seja resistente a pragas, ou incentivar o uso de software livre como os diversos “sabores” de Linux e BSD. A Microsoft corre das duas opções como o diabo da cruz.

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