O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

O que está acontecendo na comunidade BrOffice?

Posted by Paulo em 09/02/2011

There’s also an English version down below.

Em primeiro lugar, quero dizer que o que vou descrever abaixo é a minha visão e, não necessariamente, reflete o pensamento da comunidade ou dos demais envolvidos. É a minha visão dos fatos.

Há alguns dias, as comunidades de software livre observam com atenção, e com uma certa angústia, os acontecimentos que criaram um cisma na comunidade BrOffice. A própria comunidade está dividida entre os que estão no olho do furacão e os que estão tentando entender o que está acontecendo.

No olho do furacão estão o conselho da OSCIP BrOffice.org que se divide entre:

– Os que apóiam o presidente Cláudio Filho no resgate dos objetivos históricos da instituição, ou seja, servir de figura jurídica para a comunidade, assim como apoiá-la, buscando formas de financiar suas atividade.

– Os que apóiam um pequeno grupo de pessoas que decidiram que a OSCIP não existe para apoiar a comunidade, mas para comandá-la. Assim, a OSCIP se tornaria, digamos, uma empresa que representaria a TDF (The Document Foundation) no Brasil, à revelia da comunidade brasileira.

A comunidade BrOffice no Brasil é composta, basicamente, pelos Gubros – Grupos de Usuários do BrOffice e pelo pessoal que contribui em ações de marketing, em especial, a Revista BrOffice. Outros integrantes são alguns desenvolvedores que, de certa forma, contribuem mais no âmbito da TDF, do que localmente. A menor parte da comunidade é composta pelos integrantes da OSCIP, no entanto, algumas dessas pessoas concentraram um poder tal em suas mãos, que parecem estar acima da comunidade e de qualquer outra pessoa.

Há alguns meses, talvez um pouco mais de um ano, coisas estranhas começaram a acontecer. Eu sou voluntário como tradutor para a revista BrOffice e entrei para a comunidade em Novembro de 2009. Em um primeiro momento, parecia que tudo ia muito bem, a comunidade era ativa e muitos assuntos eram debatidos nas listas. Aí começaram a rarear as discussões. No início de 2010, o Cláudio nos incentivou a fazer uma Revista em Inglês, uma versão traduzida da edição nacional. Começamos a trabalhar timidamente, mas, conforme a reunião internacional ia se aproximando, começamos a trabalhar freneticamente para produzir uma edição em inglês para apresentar. E conseguimos. Três tradutores, dois revisores e dois diagramadores fizeram um trabalho que mereceu uma matéria na edição 14. após isso, queríamos reativar a ideia de traduzir as edições anteriores e eu e outro tradutor, Clóvis, começamos a trabalhar e conseguimos traduzir duas das primeiras edições. Mas, estranhamente, as pessoas que antes nos apoiavam começaram a sumir. E começamos a questionar o que estaria acontecendo. Começamos a questionar por que um trabalho voluntário estava sendo deliberadamente desincentivado, ou mesmo, desaconcelhado. passamos alguns meses questionando isso, sem resposta. Algo estava acontecendo, mas não sabíamos o que.

Logo após o acontecimento da reunião internacional, a TDF foi criada e muito alvoroço aconteceu, tirando nosso foco das coisas internas. Parecia que estávamos nos libertando de grilhões que nos amarravam há anos. Mas isso era apenas no âmbito internacional. Aqui dentro, coisas muito esquisitas estavam se delineando.

O fim do ano chegou e a lista da revista continuava parada. No final de Dezembro, a revista saiu quase sem troca de mensagens nas listas. Alguns pedidos de tradução, algumas chamadas para os diagramadores, sinceramente não reparei uma única chamada aos revisores. Mas posso estar errado.

Em Janeiro, de repente, começamos a ser solicitados a utilizar outras ferramentas que não as listas que estávamos acostumados a utilizar. Muitos dos trabalhos aconteciam paralelamente “em off”, via e-mails particulares, Google Docs e listas com domínios que não faziam parte dos domínios da OSCIP, nem da TDF, como http://www.revistabroffice.org. E a pulga começou a coçar na orelha de todo mundo.

Posso estar errado, mas uma das listas mais movimentadas é a da Revista BrOffice. E foi nessa lista que começamos a questionar várias coisas não muito bem explicadas, como por que coisas estavam acontecendo sem que ficássemos sabendo? Por que a comunidade estava sendo ignorada nas decisões? Por que iniciativas nossa estavam sendo, sistematicamente, abortadas? Por que as lideranças da comunidade não estavam se manifestando?

A gota d’água aconteceu quando ficamos sabendo que a OSCIP “decretou” que não haveria o Encontro Nacional do BrOffice – EnBrO – neste ano. A partir daí, várias coisas aconteceram.

Primeiro, nosso companheiro, Rui Ogawa, enviou um e-mail para a lista questionando isso, o que eu apoiei. Em seguida, o Luiz Heli, editor responsável pela revista, mandou um e-mail [1] de desabafo, informando a situação desconfortável na qual se encontrava, como funcionário pago pela OSCIP (coisa que quase ninguém sabia). A falta de manifestação do Cláudio, por questões pessoais, também ajudava a piorar a situação.

O bate boca tomou conta das listas e, em seguida o Sr. Olivier Hallot respondeu ao e-mail do Luiz com a seguinte posição [2], que foi respondida pelo Cláudio [3].

Como os links citados estão num domínio que não pertence à revista, à OSCIP, ou mesmo à comunidade, e pode ser apagado a qualquer momento, resolvi imprimir em arquivos PDF que podem ser acessados aqui, aqui e aqui.

Aí comecei entender o tamanho da coisa e questionei ao Cláudio que me respondeu em [4].

Outros esclarecimentos foram dados em [5] e [6], assim como na carta Aberta à Comunidade do Software Livre [7], que o Cláudio escreveu. No entanto, como a grande maioria não estava a par do que estava acontecendo, a carta do Cláudio deu margem a inúmeras interpretações. Eu mesmo não estava muito consciente do tamanho da coisa, como vocês poderão ver nos comentários de [7]. O Otávio estava certo: o buraco era muito mais embaixo.

Após esses acontecimentos, e outros que não foram documentados, nós da comunidade, que participamos dessa discussão, decidimos, quase que por unanimidade, apoiar o Cláudio., E esperamos que o restante da comunidade nos ajude na luta para impedir que a comunidade BrOffice seja corporatizada. Nossa comunidade é uma das mais respeitadas no mundo e não podemos deixar que algumas pessoas, ligadas a interesses de algumas empresas, bem como movidas por interesses pessoais, vistam um poder que não lhes pertence. O único motivo para a existência da OSCIP é apoiar a comunidade. Quando membros do conselho da OSCIP, decidem por conta própria que a OSCIP não mais apoiará a comunidade, mas a utilizará como força de trabalho para seus próprios interesses, ela perde completamente a razão de existir. Nossa luta, agora, é para salvar a instituição, já que várias outras comunidades de software livre, utilizam recursos da OSCIP e podem ser seriamente afetadas. Em último caso, se os membros do conselho que estão promovendo essa atividade, para dizer o mínimo, escusa, não voltarem atrás e conseguirem seu objetivo de destituir o Cláudio da presidência da instituição, com o intuito de acabar com as resistências, nossa comunidade deve ter a coragem de não se submeter a essa violação.

Espero que os integrantes dos Gubros – Grupos de Usuários do BrOffice –  se manifestem e questionem à OSCIP o que está acontecendo. Postem nas listas regionais e questionem na lista do Grubo-br. Chamem o Cláudio para conversar, ele estará totalmente à disposição para esclarecer a situação, e não aceitem meias explicações de quem quer que seja. Vejam os fatos e vocês saberão quem está com a comunidade e quem está contra ela.

Eu cheguei aqui há um ano e pouco. Essa comunidade me recebeu de uma maneira muito acolhedora e amistosa. Aqui eu me sinto muito à vontade e é péssimo ver todo esse trabalho, duramente construído, ameaçado por pessoas que simplesmente não se importam com o todo. O que importa para elas é o dinheiro.

Pensem a respeito e tomem atitude.

[1] http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-February/000825.html

[2] http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-February/000829.html

[3] http://revistabroffice.org/pipermail/producao_revistabroffice.org/2011-February/000831.html

[4] http://listas.broffice.org/pipermail/revista-producao/2011-February/000054.html

[5] http://listas.broffice.org/pipermail/gubro-br/2011-February/000443.html

[6] http://listas.broffice.org/pipermail/gubro-br/2011-February/000484.html

[7] http://br-linux.org/2011/broffice-carta-publica-a-comunidade-de-software-livre/

English version (Thanks Clóvis and Rogério)

What’s going on within the BrOffice community?

Posted by stellarium on 09/02/2011 

Firstly, I want to say that what I describe is my opinion and does not necessarily reflect the thinking of the community or any other member therein. Its my own point of view in lieu of the facts I have witnessed.

A few days ago, the open source community saw with surprise, and with a certain degree of anguish, the events that created a crack in the BrOffice communtiy. The community itself is divided between those who are in the eye of the hurricane and those who are trying to understand what is going on.

In the eye of the storm are the board of the NGO BrOffice.org which are thus devided:

– Supporters of President Claudio Filho who is trying to rescue the historical objectives of the institution, that is serve as a legal entity to the community, as well as supporting it by looking for ways to finance their activity.

– Supporters of a small group of powerfull people (inside the NGO) who decided that the institution does not exist to support the community, but to command it. Thus, the NGO would become, say, a corporation that would represent the TDF (The Document Foundation) in Brazil and by doing so aim to be the leaders for the Brazilian community.

The BrOffice community in Brazil is basically composed by Gubros – User Groups of BrOffice and the staff who contribute in marketing, specially the BrOffice Magazine. Other members include some developers who in some way, contribute more to the TDF than locally. The lesser part of the community is comprised of members of the NGO, however, some of them have so much power concentrated in their hands, making it appear that they are above the community and any other person.
A few months ago, maybe a little over a year, strange things started happening. I volunteered as a translator for the BrOffice Magazine and joined the community in November 2009. At first, it seemed that everything was going well, the community was active and many issues were discussed on the lists.

The discussions then started to thin out. In early 2010, Claudio encouraged us to start an attempt to translate our magazine into English. We began to work quietly, but as the international meeting approached, we began working frantically to produce an English edition showcase. And we did it!

Three translators, two reviewers and two designers did such a superb work that we were awarded a special article in the Brazilian BrOffice Magazine issue 14. Soon after, we started to revive the idea of translating the previous editions and I and another translator, Clovis, started working and managed to translate the first two editions.

Strangely though, the people who supported us before began to fade. Soon we began to question what was happening. We began to question why a volunteer work was being deliberately discouraged, and even suggested to stop completely. After spending a few months with no response to our queries we started to wonder what was happening.

Following the event of the international meeting, the TDF was established and a lot of excitement hit the air, taking away the focus from internal affairs. It seemed that we were releasing the shackles that tied us up for years. But that was only in the international arena. Deep inside the BrOffice.org NGO, things were getting turned in a very strange direction.

The end of 2010 arrived and the magazine’s mailing list went into a complete halt. In late December, the edition of the magazine was published without the mailing list seeing almost any exchange of messages. Some translation requests, some calls for desingners, but I honestly I did not notice a single call to the reviewers.

In January, we suddenly began to be asked to use other tools than those that we were used to. Many of the workload took place via private email, Google Docs and mailing lists who’s domains were not among the areas of the NGO or TDF, as www.revistabroffice.org. The feeling of unease was widespread.

I may be wrong, but one of the busiest mailing lists of the BrOffice project is the one for the BrOffice Magazine. And in that list we began to question several things that were not very well explained, like why things were happening without us having anything to say? Why the community was being ignored in the decisions? Why our initiatives were being systematically aborted? Why the community leaders were not speaking out?

The final drop came when we learned that the institute “decreed” that there would no National Meeting of BrOffice – EnBrO – this year. Since then, several things happened. First, our friend, Rui Ogawa, sent an e-mail on-list questioning this fact, which I supported. Then, Luiz Heli, main editor of the magazine, sent an e-mail [1] with a personal confession, showing his discontent of the direction he was being asked to head as an employee paid by NGO (something that almost no one knew). The lack of a statement from Claudio Filho (president of NGO) also made matters worse.

Indignation took over the mailing lists, and then Mr. Olivier Hallot responded to an email by a volunteer Luiz with the following position [2], which was finally answered by Claudio [3].

Because the exchange was made in a server that does not belong to the journal, the NGO, or even the community, and can be deleted at any time, I decided to print PDF files that can be accessed here, here and here.

I suddenly began to understand the size of this thing and questioned Claudio, who answered me in [4]. Other explanations were given in [5] and [6] as well as in open letter to the Free Software Community [7] that Claudio wrote. However, as the vast majority were not aware of what was happening, the letter from Claudio gave rise to countless interpretations. I myself was not very aware of the size of this situation, as you can see in the comments of [7]. Otavio (another volunteer) was right, the hole was much deeper.

After these events and others that were not documented, we the community who participatee in this discussion, decided almost unanimously to support Claudio Filho. And we expect the rest of the community will help in the fight to prevent the community of BrOffice to be hostage of this BrOffice.og NGO. Our community is one of the most respected in the world and we can not let some people connected with the interests of some corporation, as well as driven by personal interests, assume a role that is not rightfully theirs. The only reason for the existence of the NGO is to support the community. When board members of a NGO, decide for themselves that the reason to be is no longer support the community, but will use it as a labor force for their own interests, this NGO completely loses its reason of being.

Our struggle now is to save the NGO BrOffice.og, because several other free software communities orbit around us, using resources from this NGO, and they all can be seriously affected. In any case, if the board members succeed in their (to say the least) secret agenda of retiring Claudio form the presidency of the NGO (as a way to stop this flare os resistance) our community must have the courage not to submit to such a violation.

I hope that the members of Gubros – BrOffice User Groups – come forward and start questioning the NGO on what is happening. To post in the regional lists and to post all these questions on the list Gubro-br (the national list for BrOffice users). Ask Claudio for feedback, he will be available to clarify all these situations, do not accept half explanations from anyone. Look at the facts and you will know who is with the community and who is using it.

I came here a year or so. This community welcomed me in a very warm and friendly way. Here I feel very comfortable and it’s terrible to see all this hard work threatened by people who simply do not care about the collectivity. What matters to them is only the money.

Think about it and take an attitude.

32 Respostas to “O que está acontecendo na comunidade BrOffice?”

  1. […] Este post foi publicado inicialmente em meu site. Um artigo muito bom que trata dessa questão tambémestá no Alma Livre. […]

  2. […] Post original disponível em: https://almalivre.wordpress.com/2011/02/09/o-que-esta-acontecendo-na-comunidade-broffice/ […]

  3. Marcio Carneiro said

    OSCIP é um meio legal de pegar dinheiro oficial.

    Uma ONG VERDADEIRA NÃO TERIA NENHUM CONTATO COM O GOVÊRNO, POIS DEVERIA SER UM ORGANIZAÇÃO NÃO-Governamental.

    Ao fazer a OSCIP a INTENÇÃO já era de pegar dinheiro oficial.

    Uma ONG VERDADEIRA não teria NENHUMA relação governamental e seria mantida EXCLUSIVAMENTE POR DINHEIRO NÃO-GOVERNAMENTAL.

    • stellarium said

      Sua informação não é correta. As Organizações Não Governamentais (ONGs) são, geralmente, criadas para assumir algum tipo de necessidade pública que o governo não consegue suprir, seja pela demanda, seja pela falta de infraestrutura, ou outro motivo qualquer. Isso não significa que uma ONG não possa, ou não deva, receber dinheiro do governo. Existem ONGs auto-sustentáveis, outras que sobrevivem de doações mas, a maioria delas, seja no Brasil, ou no exterior, recebe, SIM, dinheiro de governos, e da iniciativa privada, do mundo inteiro.

  4. Rafael said

    Já que a comunidade é soberana incentivem a criação de uma nova ONG com um novo nome e uma novo documento onde fique claro o papel da ONG e da Comunidade, já que a ONG só existe para a comunidade é só criar outra ONG para fazer aquilo que a comunidade deseja deixando bem claro q a comunidade não apoia mais a OSCIP e esta não tem mais nenhuma relação com a comunidade e o problema todo esta resolvido qualquer um da OSCIP que tiver interesse da continuar ajudando a comunidade pode aderir a nova ONG já os que estão lá só para imporem suas próprias decisões não irão incentivar a criação de uma nova ONG e assim saberemos quem esta atras de dinheiro e quem esta atras de ajudar o desenvolvimento se a comunidade é tão forte essa e a saída mais simples, instituam eleições abertas publicação de recitas e despesas da ONG assim ninguém poderá dizer que estão fazendo lavagem de dinheiro e outras coisas pois estará tudo lá em local publico de fácil acesso querem mostrar o poder da comunidade essa é a hora se a entidade que a comunidade criou não a serve da forma como a comunidade espera a comunidade tem o poder de criar uma nova entidade que faça o que esperemos que ela faça, como o fork libreoffice criem um fork da comunidade

    • stellarium said

      As regras que definem a relação entre a ONG e a Comunidade estão explícitas e são públicas: http://www.broffice.org/estatuto

      Não há racha na Comunidade, há racha entre os integrantes da ONG. A Comunidade não precisa da ONG para sobreviver, mas a ONG precisa da Comunidade para fazer o mesmo. Nosso propósito é salvar a parte boa da ONG e consertar o que está em desacordo com o estatuto. Por isso a Comunidade apoia o Cláudio na empreitada.

  5. Rui Ogawa said

    “O BrOffice é o MST tecnológico, nada mais…” Essa foi a frase mais infeliz de 2011 no contexto do SL e do governo. Caro Fabio, você pode até conhecer e atuar na comunidade SL, mas não a vivencia em sua essência.

  6. Paulo said

    Olá,

    Uma pena o que está acontecendo, mas acho que toda essa explicação seria mais clara se os nomes das pessoas fossem citadas. Quem é o tal cara da OSCIP que está comandando tudo? Quem são os conselheiros que o estão apoiando? Quem está ganhando com tudo isso?
    Acho que fica muito vago dizer apenas que “pessoas” estão fazendo isso ou aquilo.
    Vamos dar nomes aos bois…

    Abraços,

  7. […] Fonte: https://almalivre.wordpress.com/2011/02/09/o-que-esta-acontecendo-na-comunidade-broffice/ […]

  8. Fabio Soares said

    Nada de errado, o problema é ver Claudio, Eliane, Luiz Heli, Olivier, Pacheco, e mais alguns ganhando rios de dinheiro com o trabalho voluntário de caras como voce. O BrOffice é o MST tecnológico, nada mais. Ao invés de “lutarem” por reforma agrária, “lutam” pela liberdade tecnológica, claro, desde que eles faturem com isso.

    Best regards

    • stellarium said

      É… você coloca todos no mesmo saco. Mas é isso, cada um tem seu jeito. Cada um tem suas falhas. Salam Aleikom.

    • Helmar said

      Fabio…. pode nos dizer quem é vc….. que propriedade tem pra dizer isso….. q dados (números) tem pra afirmar isso? Obrigado

    • Luiz Oliveira said

      Prezado senhor Fábio ou quem quer que seja,

      Estamos diante de um movimento espetacular. A comunidade vem a público e diz que não está feliz com um dos projetos existentes e expõe a ONG e solicita que ela venha a público nos dizer o que está acontecendo. O Sr. parece saber muitas coisas sobre a ONG e sobre a comunidade, ao mesmo tempo que desliza bastante em outras afirmações. O problema não está na ONG, mas nas pessoas. Quando o Sr. coloca instituições de respeito sob suspeita o Sr. pode responder por tais acusações. O Senai, a Dataprev, Petrobrás, Serpro e até mesmo a ONG BrOffice.org merece o nosso respeito pelos serviços prestados. Todas essas instituições podem ter pessoas que desafinam, mas não podemos julgar o livro pela capa, muito menos fazer qq generalização. O senhor cita nomes de pessoas e não faz nenhuma ideia de quem são essa pessoas. É fácil fazer acusações escondido em um nick name. O que estamos fazendo aqui, um grupo da comunidade, que conhece o Cláudio e também as outras pessoas, que podem ter agido erradamente, é ajustar a conduta de todos em favor da ONG BrOffice.org e as comunidades que ela apoia. Por fim quero informar que a acusação contra mim de que ganho rios de dinheiro é leviana, porque em primeiro lugar não faço parte da ONG. Entrei para a comunidade como voluntário no projeto Grupo de Usuários de São Paulo, depois assumi o Grupo de Usuários Nacional, em seguida fui convidado a participar da organização do Encontro Nacional e nunca recebi absolutamente nada para fazer isso. Embora isso seja uma questão muito pessoal, vou expor um pouco da minha vida em prol da transparência e para evitar leviandades como essas que estou lendo por aqui. Em 2009, fui convidado pelo Cláudio, o lider da comunidade, para assumir o projeto Revista, juntamente com outros valuntários. Em 2010, a Ong resolveu dar suporte para revista me contratando. Quanto ganhei com isso: Fácil. Seis meses vezes 2,5 k(dois mil e quinhentos reais bruto), igual a 15 mil reais. Depois disso o projeto foi reestruturado e o valor passou a ser 2,0k (dois mil reais). Tudo aprovado em Conselho, com notas fiscais. Esses valores eram tudo o que eu tinha para o sustento da minha casa, não tendo absolutamente nenhuma outra fonte de renda. Há algo errado nisso? Como já disse várias vezes. O único erro foi não ter comunicado isso a todas as pessoas que voluntariamente contribuem com a revista em que pese que o meu trabalho era em caráter integral.

  9. Fabio Soares said

    Uahuauha, o tal Claudio é o Ali baba.. amigão, te liga, não faça como o Lula fez em tempos de mensalão. Já parou para pensar, a BrOffice é única comunidade no Brasil que por trás possuí uma OSCIP. Tu já viu os caras do Slackware, do Debian, Fedora, Ubuntu terem algo assim. Se quer o OpenOffice lá fora possui uma estrutura como essa, agora pergunta para o Claudio por conta de que ele tem tantos arregos na dataprev.

    • stellarium said

      Cada um tem seu jeito. O Ubuntu, por exemplo tem a Canonical e um conselho da comunidade também. Qual o problema?

  10. Helmar Fernandes said

    Apenas para ajudar a esclarecer… àqueles mal informados não denigram a imagem da ONG que sempre foi transparente e dedicada (até que outros chegassem e aportassem). Me juntei à comunidade e conheci o Cláudio em 2006, época em que foi idealizada e lançada a primeira edição da revista (Abril de 2007). Pessoa idônea, interessada e totalmente apaixonada pela causa, pela liberdade e pela verdade…. O pavio de toda essa pólvora na verdade fui eu que acendi em uma mensagem na antiga lista (do domínio comprado)… Quando questionei a “Editora Chefe” por que o artigo que eu diagramei fora publicado com layout totalmente diferente do que eu subi no wiki. E não aceitei as justificativas vãs que me foram apresentadas… a partir daí todo o cenário se formou e muita coisa veio à tona….
    Isso não significa desorganização, mas sim a necessidade apenas de esclarecer o por quê das arbitrarieades adotadas em detrimento de uma comunidade que sempre foi imbuída no propósito da meritocracia, da coletiva decisão e dos interesses da comunidade, que como o próprio nome diz, existe para atender ao interesse comum. Se meu questionamento fosse infundado nada disso estaria acontecendo… Àqueles que entendem o que é uma “causa”, um ideal, sabemos que fizemos o melhor e sempre faremos por isso…. Porque exércitos derrubam impérios, mas nunca idéias….

  11. Fabio Soares said

    A grande verdade é que a comunidade BrOffice.org não existe, o que existe é um golpe muito bem elaborado por oportunistas que fomentam uma comunidade para dar credibilidade a OSCIP. Essa OSCIP tem um único propósito, se beneficiar da influencia dos seus criadores junto a órgãos públicos, com isso vender consultoria, assim como recebem rios de dinheiro do governo federal. O tal ENBRO é outro golpe, pois realizado em parceria com o SENAI, cujo o único objetivo é lavar dinheiro. O próprio SENAI tem que realizar alguma atividade educacional, caso contrário teria problemas jurídicos. É uma pena que o software livre no Brasil sirva para golpistas safados se “fantasiem” de entusiasta e usem a boa fé de pessoas que realmente acreditam no software livre, apenas como massa de manobra. A “parceria” mais recente com Itaipu, outro golpe de lavagem de dinheiro, vão ver as contas da Latinoware, para comecar um dos diretores da Itaipu é réu por desvio de dinheiro, cargo de confiança de um membro do PT. Duvida, procura no google sobre o Vaccari. Essa corja que está ai a pelo menos 8 ou 9 anos mamando nos cofres públicos, com os cargos de confiança no serpro, datapreve e outro cabides. Podem ter certeza, isso ainda vai acabar, quero ver o dia em que essa máfia do software livre tiver que prestar esclarecimentos numa CPI. Não se iludam, o Ministério Público é lerdo, mas não é cego.

    • stellarium said

      Ainda bem que temos gente esclarecida, como você, Fábio, que conhecem a “grande verdade”, mas não mexem um pelo do corpo para ajudar quem quer que seja.
      A comunidade do BrOffice existe, sim. Eu sou um membro dela e me orgulho disso. Existe muita sacanagem nesse mundo mas, ao invés de ficar reclamando, que tal fazer alguma coisa útil? Vá ensinar jovens, cuidar de crianças ou idosos, dar aulas, contar histórias, doar sangue, participar de uma brigada de emergência, ou da defesa civil. Depois que você tiver vivenciado um pouco a experiência de dar alguma coisa de si para outras pessoas, sem pedir nada em troca, retorne aqui pra gente conversar a respeito de comunidades, ok?

      Tenha um ótimo fim de semana.

      • Fabio Soares said

        Pergunta para o Pacheco por que razão não foi o projeto de ensinar EAD de BrOffice? Eu te respondo, por que o Olivier, Pacheco e mais a corja toda possuem empresa de consultoria e treinamento de BrOffice. Seria terrível para o negócio deles essa concorrencia. Voce é apenas mais um cara de boa fé servindo como massa de manobra. Apenas isso, não faço nada por conta de medo mesmo. Mas serei o primeiro a depor quando surgir a oportunidade de ver essa catrefa se explicando onde colocaram todo o dinheiro que entrou na OSCIP. A revista BrOffice foi a salvação da OSCIP, eles tinham que apresentar algum projeto concreto, logo ficar dando CTRL + C CTRL + V no fonte do OpenOffice e trocar a tela de splash não garantiria a grana que recebiam. Precisavam algo mais concreto… mas ainda sobre ensianr BrOffice, imagina se houvesse um local onde fosse possível aprender BrOffice gratuitamente, como ficaria a consultoria de implantação das 90.000 máquinas da Petrobras? Abre o olho meu velho, essa corja ai que tu defente não valem o esforço.

      • stellarium said

        Aparentemente você não leu uma linha do que escrevi no post. Portanto, não há o que discutir. Não estamos (a comunidade) defendendo ninguém, além do Cláudio, dentro da OSCIP. O que queremos é que a OSCIP volte ao seu objetivo original de apoiar a comunidade. E é isso que vamos conseguir. Se você tem diferenças com essas pessoas a quem você chama de “corja”, isso não nos diz respeito. O que nos diz respeito é que existem pessoas que estão fazendo coisas escusas com o nosso trabalho e nós estamos reagindo a isso. A isso eu chamo de comunidade, aquela que você disse que não existia.

      • stellarium said

        Fábio, eu quero convidar você a se reunir conosco na lista da revista. Por favor cadastre-se lá, nem que seja como observador e veja o que estamos fazendo. assim você verá que não estamos servindo de massa de manobra pra ninguém. Nós nos libertamos da influência da OSCIP, como está hoje. O projeto da revista anda sozinho, com ou sem OSCIP. Nós não precisamos deles.

        Abraço

  12. Fernando Guedes said

    Infelizmente tanta discussão está gerando atritos internos (creio eu!) e isso enfraquece as bases da comunidade.
    Os srs. já tentaram estabelecer contato com a TDF?

    • stellarium said

      A discussão é saudável para a comunidade, assim como o embate de idéias. O que enfraquece a comunidade é a falta de transparência. A comunidade está forte e unida. A única nota destoante é de certos integrantes da OSCIP.
      A TDF deseja que resolvamos a situação da melhor maneira possível.

      Abraço.

  13. Rui Ogawa said

    Olá,

    Assim como o Paulo, Clovis, Renata e demais companheiros e companheiras que contribuem com a Revista, eu também comecei a perceber essa movimentação estranha. Antes, qualquer decisão sobre a Revista era amplamente discutida na lista, mas a partir do momento que o portal http://pt-br.libreoffice.org/ foi disponibilizado, as coisas mudaram.

    Começou uma corrida desvairada para traduzir conteúdo, a maioria sendo solicitada em PVT e não mais na lista, como era de costume. Ainda assim, mesmo achando meio estranho, continuamos traduzindo e a pessoa “responsável” pedia para enviar o trabalho pronto para o seu email pessoal, e não postar na lista, como sempre fizemos.

    Outra coisa que me chamou a atenção foi a criação do perfil LibreOffice Brasil no Facebook, onde a pessoa responsável é a mesma que começou a solicitar os trabalhos em PVT. Eu sou atualmente o responsável pelos perfis da Revista BrOffice no Identi.ca e no Twitter, mas isso foi discutido na lista. Não sou contrário a ter perfil no FB, eu inclusive postei algumas mensagens na lista sobre essa necessidade e deixei aberta discussão para criação do perfil da revista no FB. Entretanto, muito mais que o perfil da Revista, foi criado um perfil do LibreOffice, cuja abrangência é muito maior.

    Como citei em alguns emails na lista, conheço o Claudio desde 2004, reconheço seu esforço não somente na comunidade BrOffice, mas também na Mozilla e PostgreSQL. A OSCIP foi criada para apoiar a comunidade e não para servir de outdoor para um grupo que está fazendo reserva de mercado.

    Meu total apoio à comunidade e ao Claudio!

  14. […] This post was mentioned on Twitter by Ricardo Pontes, Rubens Queiroz, felipemiguel, carolcomandulli, Fernando Pedro and others. Fernando Pedro said: RT @augustocc: Lamentável. RT @dicasl: O que está acontecendo na comunidade BrOffice? http://miud.in/nAk […]

  15. Lu said

    Se os brasileiros deixassem esse costume de ficar inventando moda e só fizessem o que se espera, que é traduzir o software, relatar e corrigir bugs e ajudar a desenvolver novas funcionalidades, ao invés de ficar inventando nomes, criando fóruns e perdendo tempo com as disputas internas pelo posto de maior ego da comunidade de p**a nenhuma que eles mesmo criaram, seria bem melhor.

    Façam como outros países, escrevam código, traduzam software e façam a sua parte. Parem com essa coisa ridícula de criar comunidades paralelas. No site do LibreOffice já tem tudo que é preciso para as pessoas interessadas poderem ajudar. Vocês só estão complicando as coisas.

    O nome, e a fundação BrOffice não surgiu por que o nome OpenOffice não podia ser usado no Brasil (história mal contada detectada)? Então porque não encerram de uma vez as atividades agora que o software mudou de nome e isso não é mais necessário? Façam como os colaboradores de outros países. Ou as luzes, confetes e purpurina já são mais importantes do que os resultados?

    • stellarium said

      Prezado, Lu. Caso você não saiba, é exatamente isso que fazemos.
      Se você não prestou atenção, três de nós traduzimos a seção pt-br.libreoffice.org do site do Libre Office. A tradução do pacote LibreOffice para o português foi feita há muito tempo, e agora é apenas mantida, infelizmente, por uma única pessoa que, aparentemente se recusa a trabalhar em equipe. Ele prefere trabalhar sozinho, como já declarou algumas vezes.

      Aqui ninguém está criando comunidades paralelas. Não se trata de comunidade1 x comunidade2. Trata-se sim de comunidade x usurpadores de poder. Ocorre que o nosso trabalho voluntário está sendo roubado por um grupo de pessoas dentro da ONG. Esse grupo de pessoas começou a nos tratar como empregados, não como comunidade. Eles tomam decisões e movimentam muito dinheiro dentro da instituição, dinheiro esse que vem de contratos de treinamento e de convênios, como o que foi firmado com a Itaipu Binacional. Essas pessoas fecharam o acesso da OSCIP a novos associados. Hoje, se você quiser se associar à OSCIP, precisa ser convidado e estar no grupo de confiança dessas pessoas. O que acorre dentro da OSCIP é um mistério para a comunidade, apesar de que, como OSCIP, a administração deveria ser transparente. O fato é que ninguém sabe para onde vai esse dinheiro todo. Também não sabemos por que, tendo essa montanha de dinheiro, o conselho da OSCIP “decidiu” não realizar o Enbro, dizendo, entre outras coisas “que não era interessante”, sem nenhuma participação da comunidade.

      Por último, quanto à questão da marca, sugiro que você pesquise mais antes de lançar dúvidas sobre coisas que você não tem um mínimo de conhecimento. A crítica só é justa quando embasada em fatos. Se você não tem os fatos, pesquise mais e volte aqui depois, ok? Se você acha que a história está mal contada, então busque os fatos. A internet está aí pra isso.

      • Lu said

        Resumindo: Só existe um BrOffice e uma ONG homonima porque assim é possível receber pelos serviços prestados a empresas e órgãos governamentais. Todo esse papo de que o nome deu problema, ou que é uma forma de zelar pelos interesses da comunidade, é conversa fiada. Se falassem a verdade seria bem mais ético: “A OSCIP, BROffice, etc. existem porque foi uma forma que encontramos de receber pelos serviços prestados.”

        Não há nada de mal nisso, desde que, se há tanto respeito pela comunidade como está sendo colocado, abram as contas para os membros tomarem conhecimento de como estão sendo destinados os recursos angariados com o apoio de trabalho voluntário.

      • stellarium said

        A questão do problema do nome está amplamente documentada na internet. Sugiro que procure. Quanto à questão das contas, é essa é uma das coisas que gostaríamos que a OSCIP fizesse, mas é uma pequena parte do problema. A coisa não se resume a contas mal prestadas. Há outras formas de se aproveitar de trabalho voluntário.
        Por exemplo: usando voluntários para desenvolver uma revista, que se torna amplamente conhecida, mas colocam uma pessoa de confiança como “editora chefe”, sem a concordância da comunidade, essa pessoa começa a decidir sozinha, ou em conluio com seus comparsas, o que será publicado ou não na revista que, supostamente, é de todos. Assim, caso você não tenha percebido, nos últimos meses, vários dos artigos que foram publicados na revista tinham alguma ligação com “treinamentos”, por que será, né? Eu, que contribuo com a revista, não sei. Você sabe?
        Para você ter uma ideia, os arquivos originais da última revista, a 19, estão com a pessoa que nomearam “editora chefe”. Nós não temos acesso aos arquivos originais, nem sabemos onde eles estão. Nós só temos acesso ao material que vocês têm: o arquivo em PDF final.

  16. Marcos said

    Vivemos em um mundo capitalista. Nâo é a primeira vez e nem a última vez que isso acontece em uma comunidade.

    • stellarium said

      O que não significa que temos de abaixar a cabeça e aceitar passivamente as coisas. O que está acontecendo na comunidade brasileira é bem parecido com o que aconteceu entre Oracle x comunidade OpenOffice.org no ano passado. Estamos lutando para que a comunidade não seja usada como mão de obra barata para interesses particulares.

  17. Fa said

    Oi Paulo

    Só espero que tudo isso sirva pra deixar muito claro que uma associação é criada para apoiar as comunidades e não para comandá-la.

    Uma ideia que me parece surgir de tudo isso:

    Sempre que alguém financiar algo para a associação deverá ser assinado um termo de doação para que não haja nem confusões jurídicas, nem nas cabeças das pessoas.

    As decisões devem todas passar por discussão e aprovação na comunidade. E, enquanto forem algo discutido só por pessoas da associação, devem ser consideradas exatamente assim: são ideias a serem discutidas e aprovadas.

    Com certeza isso atrasará decisões, mas quando forem tomadas, todos estarão conscientes do que está sendo feito, e ninguém se sentirá enganado.

    E evidentemente, o trabalho voluntário dos membros deve ser incentivado.

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