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11º dia: Avaliando o LibreOffice como alternativa ao Microsoft Office

Posted by Paulo em 20/06/2011

Artigo original em inglês disponível em http://blogs.computerworld.com/18466/day_11_weighing_libreoffice_as_a_microsoft_office_alternative

Tradução de Paulo de Souza Lima

11º dia: Avaliando o LibreOffice como alternativa ao Microsoft Office

Por Tony Bradley, PCWorld

Bem vindo de volta. Para o post de hoje da série “30 Dias com o Linux Ubuntu”, vou dar uma olhada no LibreOffice — o pacote de produtividade de código aberto que vem instalado por padrão no Linux Ubuntu. Eu examinei como ele funciona, comparado ao Microsoft Office, e com minha experiência no último mês “Usando o Google Docs por 30 Dias”.

Antes de começarmos, no entanto, há algumas coisas que eu gostaria de esclarecer. Primeiro — Eu passei mais ou menos uma década usando o Microsoft Office, e trinta dias usando o Google Docs. Meu exame do LibreOffice é só uma faceta da minha experiência mais ampla com o Linux Ubuntu, portanto, não terá o mesmo nível de detalhes. Ou seja, o fato de que eu esteja escrvendo sobre o LibreOffice hoje não implica em que eu tenha começado a utilizá-lo hoje, ou que hoje seja a soma total da minha experiência com o LibreOffice.

O LibreOffice é um pacote de produtividade muit capaz, e um substituto melhor ao Microsoft Office do que o Google Docs. Admito, Eu utilizei muito mais o LibreOffice Writer do que os outros módulos. Eu sou um escritor — entenda. Sem uma conexão VPN para a PCWorld, Eu tive de escrever o texto no LibreOffice Writer, salvá-lo no formato DOCX em um disco USB, depois reiniciar a máquina no Windows 7 e abrir o arquivo no Microsoft Word para publicá-lo online.

A vantagem desse procedimento foi que me deu a oportunidade de testar a capacidade do LibreOffice Writer de trabalhar sem problemas com o Microsoft Word. Outra foi o fato de que a fonte padrão do LibreOffice Writer é uma chamada Liberation Serif, e minha fonte padrão no Word é a Calibri, e eu não tive nenhum problema. O esquisito é que o LibreOffice não tem problemas de exibir e trabalhar com a Calibri quando abro um arquivo doc originalmente criado no Word, mas a Calibri não está disponível nas opções de fontes do LibreOffice.

Eu passei algum tempo usando o LibreOffice Calc — o equivalente ao Microsoft Excel, o e LibreOffice Impress — o equivalente ao Microsoft PowerPoint, e fiquei igualmente impressionado. Consegui criar arquivos no LibreOffice, salvá-los nos formatos do Microsoft Office (XLSX and PPTX) e abrí-los no Excel e no PowerPoint sem problemas. Da mesma forma, abrir e editar arquivos no LibreOffice originalmente criados no Microsoft Office não foi problema.

Eu não mergulhei nas funções avançadas, aquelas para super-usuários, mas a fidelidade entre as os dois pacotes de produtividade parecem funcionar muito bem para formatações padrão, como negrito, itálico, sublinhado, cor de fonte, destacado, etc. As transições dos slides do PowerPoint funcionam bem, tanto feitas com o LibreOffice Impress quando pelo PowerPoint. O LibreOffice Calc possui autosoma das células selecionadas, da mesma forma que o Excel, e fórmulas simples, como exibir a soma de uma coluna de números funcionam bem nos dois aplicativos.

Entre o Microsoft Office Starter edition gratuito, e o pacote LibreOffice gratuito, eu ficaria com o LibreOffice. A combinação do pacote LibreOffice com o leitor de e-mails Evolution que vem instalado no Linux Ubuntu oferece um equivalente adequado ao Microsoft Office para os usuários preocupados com o custo. Para ser justo, a Microsoft possui seu próprio pacote de produtividade gratuito — o Microsoft Office Starter. Mas, o Microsoft Office Starter está disponível apenas pré-instalado em PCs domésticos novos, e inclui apenas versões limitadas do Word e do Excel. Ele também inclui um monte de propagandas que o subsidiam.

Pessoalmente, eu ainda prefiro o Microsoft Office, mas eu não estou preocupado com o preço. Eu o considero com um preço razoável pelo que eu obtenho. O fato é, esse mundo é do Microsoft Office. Para haver uma competição real, essas alternativas teriam de ser capazes de se impor e ainda estar lado a lado com o Microsoft Office.

No entanto, não estão. A realidade é que o valor de ferramentas como o Google Docs ou o LibreOffice é medida em função de como elas criam, exibem e editam arquivos nos formatos do Microsoft Office sem bagunçar a formatação, ou causar muitas dores de cabeça. Sob esse ponto de vista, o LibreOffice atende. O software pode não possuir a “finesa” do Microsoft Office, mas possui as ferramentas e a funcionalidade para fazer o serviço, e funciona bem o suficiente para tornar-se um substituto para aqueles que não podem — ou escolheram não — pagar o preço para utilizar o Microsoft Office, ou para os que utilizam uma plataforma como o Linux Ubuntu, para a qual o Microsoft Office não oferece nem mesmo uma opção.

Eu usaria o LibreOffice como minha principal ferramenta de produtividade em substituição ao Microsoft Office antes de escolher mudar para o Google Docs. Ele oferece funcionalidades e características muito mais próximas da experiência que o usuário do Microsoft Office está acostumado.

Você pode segiur Tony no seu Facebook, ou entrar em contato com ele pelo email attony_bradley@pcworld.com. E também pelo seu twitter @TheTonyBradley.

Uma resposta to “11º dia: Avaliando o LibreOffice como alternativa ao Microsoft Office”

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