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Estrutura de pastas (onde você pode e onde não deve mexer)

Estrutura de pastas (onde você pode e onde não deve mexer).

A estrutura de pastas do sistema tem tudo a ver com a forma como o sistema trata seus usuários. O Ubuntu, ainda na instalação, solicita que pelo menos um usuário seja cadastrado no sistema. Após a instalação é possível adicionar e remover usuários, tantos quanto forem necessários.

O sistema tem um usuário principal, o “root”, que é o administrador do sistema e que tem direitos de fazer qualquer coisa nele. Ele é onipotente, onipresente e onisciente no sistema. E é por essa razão, nunca, ou quase nunca, o utilizaremos. Ele existe para que se possa fazer atividades administrativas no núcleo do sistema, não para ser utilizado como um usuário comum.

Para nossas tarefas diárias utilizamos um usuário comum, por exemplo, o usuário “ze-mane”.

Na instalação do sistema, se a pessoa que o fez tiver seguido as orientações descritas no link acima, o HD foi dividido em 3 partições, ou pedaços. No primeiro pedaço, foi instalado toda a parte administrativa do sistema. Essa partição, chamada de raíz (ou “root” em Inglês), simbolizada pelo “/”, contém várias pastas que raramente serão acessadas por quem não tem algum conhecimento do sistema. O sistema dá aos usuários comuns o acesso de leitura ou execução de programas em algumas delas mas, em geral, o acesso de escrita é bloqueado.

Mas, espera aí! Quer dizer que eu não tenho direito de fazer o que eu quiser na minha própria máquina? Onde está a “liberdade” tão aclamada? Sim, você pode fazer o que quiser no seu sistema utilizando o root, mas isso não vai ser feito o tempo todo. Por isso o sistema oferece uma alternativa na qual, momentaneamente, seu usuário comum poderá “ganhar” os direitos do root, através do comando “sudo”, no terminal, ou “gksu” em modo gráfico.

Mas tenho de usar o terminal? Esse manual não prometeu que não iríamos usar o terminal? Não você não tem de usar o terminal para 99,99% das coisas que você provavelmente utilizará. Para algumas coisa sim, vai precisar, mas você pode obter a orientação de alguém mais experiente, ou pagar alguém para fazer pra você.

A segunda partição é a “/home”. Aqui é onde cada usuário terá seu ambiente. Cada vez que um usuário é adicionado no sistema, este cria uma estrutura de pastas básica dentro dessa pasta, à qual apenas aquele usuário tem acesso total. No caso do nosso querido Zé Mané, a pasta pessoal dele seria “/home/ze-mane/”

Note que, diferentemente do Windows®, o Ubuntu não trata os discos, e demais dispositivos de armazenamento, como “unidades”. Assim não temos as letras “A:” para o drive de disquete flexível, “C:” para a partição principal do disco rígido, ou “D:” para o drive de DVD. No Ubuntu, o sistema é uma unidade. Cada hardware de armazenamento (e mesmo outros como modems, vídeo, mouse, etc.) são vistos como pastas dentro de uma estrutura única.

Para fazermos um paralelo, no Ubuntu o HD principal pode ser tratado como a pasta raíz “/”. dentro da pasta “/dev” estão os “dispositivos” que são automaticamente detectados pelo sistema a cada inicialização. Esses dispositivos utilizarão “drivers” que os “montarão no sistema em pastas específicas. Assim, por exemplo, quando você coloca um disco no drive de DVD, o sistema “montará” o disco na pasta “/media/cdrom”, ou algo parecido (isso dependerá do driver que o sistema escolheu para aquele dispositivo específico).

Outros dispositivos podem ser utilizados sem “montagem”, como câmeras de vídeo, por exemplo, cujos programas acessarão diretamente o dispositivo “/dev/video”.

O último pedaço é o “swap”, que funciona como uma memória adicional em disco, quando o sistema utiliza demais as memórias RAM disponíveis. Nessa parte do HD não temos acesso, nem é necessário que tenhamos porque tudo o que é escrito lá é temporário.

Dentro da pasta de usuário, o Ubuntu tenta deixar as coisas organizadas criando uma estrutura básica com pastas chamadas “Documentos”, “Música”, “Imagens”, “Vídeos”, etc., que pode ser facilmente alterada por cada usuário. Usuários podem acessar pastas de outros usuários para leitura, mas não podem executar programas, deletar arquivos ou pastas, nem criá-los. Cada pasta e arquivo, entretanto, pode ter suas permissões alteradas pelo dono para que esses acessos menos rigorosos possam ser feitos. Dessa forma pode-se criar uma pasta comum a todos os usuários, onde todos, ou apenas alguns, possam ler, escrever, executar, criar ou apagar pastas e arquivos. Voltaremos a esse tema mais tarde.

Na estrutura de pastas de usuário existem arquivos e pastas ocultas. Todo arquivo ou pasta oculta possui um nome que começa com um ponto, por exemplo “/home/ze-mane/.bashrc”. O arquivo de configuração de ambiente “.bashrc” não aparecerá na listagem de arquivos padrão do navegador de arquivos Nautilus. Esses arquivos e pastas ocultas servem para armazenar as configurações de todos os programas utilizados por um determinado usuário, entretanto, não é necessário que ele tenha acesso direto a essas coisas, já que as configurações são feitas nos próprios programas e em modo gráfico.

Resumindo, onde você pode mexer sem medo? Em qualquer arquivo ou pasta que esteja visível na sua pasta de usuário.

Onde posso mexer com alguma cautela? Nos arquivos e pastas ocultos dentro da sua área de usuário. Mesmo que você apague algo que não deveria, uma reinicialização, ou a reinstalação de um programa poderá retornar as coisas à normalidade.

Onde não posso mexer se não souber o que estou fazendo? Em qualquer pasta ou arquivo localizado fora da sua área de usuário. Nessas áreas só se mexe quando se sabe o que faz, ou quando se tem a orientação de alguém mais experiente.

4 Respostas to “Estrutura de pastas (onde você pode e onde não deve mexer)”

  1. Maria Sousa said

    Tenho um acer 5920 com web camara ela funciona noSkepe queria que funcionasse no facebook, tenho o ubuntu linux 11.40 NAO TENHO ACERTEZA DOS ULTIMOS NUMESROS.pECO QUE ME AJUDEM COMO FAZER.mUITO OBRIGADA.nAO PERCEBO NADA DE COMPUTdores..Continuem a evoluir o ubuntu pois ate hoje para mim tem sido o melhor programa.Parabens e muito obrigada por existerem.Cumprimentos

    Maria Sousa

    • Paulo said

      Boa noite, Maria.

      É muito gratificante ver pessoas como você usando e gostando do Linux.

      Quanto à sua pergunta: o skype é um programa que roda no seu computador. O aplicativo do facebook é semelhante ao gtalk-plugin do Google-Chrome, ou seja deve ser necessário instalar algum plugin no navegador para fazer funcionar. O gtalk funciona no Ubuntu, já o do Facebook não sei dizer porque não uso e não conheço ninguém que use. Mas você pode fazer assim:

      Existem a lista de usuários do Ubuntu-br e o Forum do Ubuntu-br. Você pode fazer sua pergunta lá, que existem várias pessoas prontas a te ajudar no que precisar. Seguem os links:

      http://forum.ubuntu-br.org
      https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

      Abraço

  2. Carlos.Bento said

    Muito bacana mesmo esse curso do Ubunto.
    Eu não era fan do Linux agora estou apaixonado….

    • stellarium said

      Obrigado pelo incentivo, Carlos.
      O curso está meio parado por falta de tempo pra digitar os outros capítulos, mas espero conseguir retomá-lo, em breve.

      Abraço.

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