Eu vivo falando neste blog, o quanto utilizar programas, serviços e equipamentos de empresas como Microsoft, Apple, Amazon, Oracle, Autodesk, entre muitas outras, é perigoso. Muitos me chamam de radical, xiita, etc.
O caso abaixo mostra que o que eu digo, não só é possível, como está acontecendo.
Há alguns dias atrás, minha amiga Linn me enviou um e-mail, muito frustrada: A Amazon tinha fechado sua conta e sumido com seus livros do Kindle. Sem aviso. Sem explicação. Isso é o pior que a DRM pode oferecer.
Linn viaja bastante, portanto tem, ou devo dizer tinha, um monte de livros no seu Kindle, todos comprados da Amazon. De repente, seu Kindle foi apagado e sua conta fechada. Convencida de que tinha algo errado acontecendo, ela mandou um e-mail para a Amazon, solicitando ajuda. Essa foi a resposta: Continue lendo »
CPBR11 – (Software livre) Sim, Eu sou um pirata e você? #CPBR11
Esta palestra pretende levantar uma discussão sobre a ética e os direitos do cidadão. Pretende definir de forma bem clara, o que realmente é ou pode ser considerado crime, e o que é direito seu, e que corporações e associações visando unicamente seu beneficio próprio e manutenção de seus domínios, se utilizam da imprensa, de governos e de todo tipo de artifício, para subverter direitos dos cidadãos.
Palestrante:
Alberto José Azevedo — Cursou Tecnologia da Informação no CEFET-PR e possui mais de 14 anos de experiência em TI. É lider do projeto Security Experts Team e atua como Consultor de Segurança em todo o Brasil.
Em 16/06/2010 Richard Stallman, presidente da “Free Software Foundation”, FSF, em um texto, afirmou que o Anti-Counterfeiting Trade Agreement (Tratado Comercial Antipirataria, ACTA ) ameaça punir os usuários da Internet com a desconexão, se eles forem acusados de compartilhamento, e exige que os países proíbam softwares que possam quebrar Digital Restrictions Management (DRM), conhecidos como “algemas digitais”.
Os políticos servem às grandes empresas de música e de cinema, escreveu Stallman. Eles pretendem impor aquilo que essas empresas querem, atacando os direitos dos usuários de computadores, primeiramente em 40 países e, em seguida, sobre o todo o mundo. E não ouvirão sugestões.
Então, a FSF lançou um manifesto contra o tratado. E está convidando as pessoas a assinar uma petição simples contra o ACTA. E solicita à comunidade de software livre que comente, reflita, escreva contra este atentado à liberdade dos cidadãos.A declaração inclui 11 demandas se a proposta for implementada, e também fornece uma alternativa para abandonar inteiramente o acordo.
RELATÓRIO DA ASSOCIAÇAO INTERNACIONAL DA PROPRIEDADE INTELECTUAL AGRADECE APOIO DE POLICIAIS AMIGOS E DIZ QUE APCM NÃO PROCESSA REDES P2P COM RECEIO DA OPINIÃO PÚBLICA.
O Relatório da INTERNATIONAL INTELLECTUAL PROPERTY ALLIANCE® (IIPA, Associação internacional de Propriedade Internacional) que trata da proteção e da denúncia da violação de copyright em todo o mundo teve sua última versão lançada recentemente com o nome IIPA’s 2010 Special 301 Report.
Ao invés de reconhecer as mudanças e possibilidades que a Internet oferece para todas as sociedades, a articulação da MPAA, RIAA e da Business Software Aliance, neste relatório, assume integralmente o seu obscurantismo.
Buscando ampliar a criminalização de práticas coletivas e cotidianas de milhões e milhões de internautas, a IIPA, Associação internacional de Propriedade Internacional que no relatório 2009 fazia referência a necessidade de aprovar o AI-5 Digital no Brasil, agora chegou aos limites da agressividade.
Já escrevi várias vezes sobre a “pirataria de software” e acho que muitos dos meus leitores já se cansaram de ouvir sobre ela, mas aconteceu uma coisa semana passada que me fez voltar a pensar na pirataria de software.
A Microsoft tornou a prevenção da pirataria de software uma coisa voluntária.
Claro que a Microsoft provavelmente dará uma explicação diferente, mas o que eles realmente fizeram foi postar uma “atualização” do Windows 7 com vários softwares anti-pirataria incluídos e dizer aos seus clientes que a instalação do software anti-pirataria era “voluntária”.
Provavelmente, isso ocorreu em resposta a outra vez em que a Microsoft tentou forçar goela abaixo, ahm… “distribuir” softwares anti-pirataria para Windows XP, mas na época chamaram de “correções de falhas críticas” e irritaram vários de seus clientes por instalarem as “correções de falhas” e …alô! As “correções” não consertaram nenhum bug, e em alguns casos fizeram os sistemas dos clientes comportarem-se de formas muito ruins. Muito, muito feio, pessoal! E claro que os clientes da Microsoft também agira de formas muito, muito ruins.
Então, desta vez a Microsoft decidiu chamar o software anti-pirataria por seu nome verdadeiro e tornar a instalação “voluntária”.
Pense um pouco nisso… por que alguém (principalmente um pirata de software) instalaria voluntariamente softwares que fizessem seus sistemas pararem de funcionar?
Convocatória: Diálogo Interplanetário de Cultura Livre – FSM Grande Porto alegre 2010
Que cultura queremos?
Entendemos a cultura não apenas como a forma de expressão das relações e
sentimentos humanos, mas também como um poderoso instrumento político. O
controle de sua produção e do acesso a ela é elemento essencial para manter
a dominação dos povos e a concentração de poder. A cultura restrita e
limitada pela lógica mercantil entope de resignação as veias pelas quais
corre a criatividade humana e bloqueia as possibilidades de produção diversa
e abrangente que o desenvolvimento cultural livre exige. A cultura
genuinamente livre depende de autonomia, acesso universal e livre
manifestação. Não pode ser determinada por direcionamentos e restrições
mercantis, e deve garantir a sobrevivência justa e solidária do autor.
Eu recebi esta mensagem do Antônio Francisco, mas infelizmente não sei dizer a fonte do artigo original, escrito por Marco Aurélio Canônico. A reportagem aparentemente foi publicada no jornal Folha de São Paulo. Enfim, vale a pena assistir o documentário, que também já possui legendas para o português do Brasil. É só roubar o filme. 🙂
É um mistério. Depois da Microsoft ter empurrado goela abaixo das comissões normalizadoras dos países o OOXML, através de práticas, no mínimo suspeitas, de “convencimento” de certas autoridades da ISO, aprovando a norma ISO/IEC 29500:2008, a empresa é obrigada a não vender o editor de textos Word nos EUA porque infringiu patentes de uma outra empresa (o feitiço começa a se voltar contra os feiticeiros). Estou imaginando o que será do OOXML se a Microsoft perder em definitivo o direito de utilizar o formato em seus produtos.
Muitas pessoas acham que o sistema de marcas e patentes, do jeito em que está, é prejudicial à coletividade. Pesoalmente, não tenho a menor dúvida disso. E uma matéria da PC World mostra isso com clareza.
Você sabia que usar emoticons no seu celular pode ser pirataria?
Sabia que não se pode usar a cor magenta na Alemanha porque uma empresa registrou essa cor lá?
E também que não pode usar o termo “podcasting” porque uma empresa, que não produz nada relacionado a tecnologias de distribuição de áudio e vídeo, resolveu patentear o termo só para “não ter problemas coma lei”?
Que ninguém no Universo conhecido pode usar o termo “droid” porque está protegido por direitos autorais desde 1977, quando uma simpática dupla de robôs apareceu num filme de aventuras espaciais popularizando-o?
Pois é… Absurdos assim acontecem com uma frequência cada vez maior. Vale a pena dar uma olhada na lista da PC World:
Por Guilherme Felitti, do IDG Now!* Publicada em 04 de dezembro de 2009 às 07h40
Atualizada em 07 de dezembro de 2009 às 11h19
Sem registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral, Partido Pirata brasileiro se apresenta como “movimento” e defende dissolvição do direito autoral.
Enquanto o Partido Pirata original, criado na Suécia em 2006, já tem dois representantes no Parlamento Europeu, seu desdobramento no Brasil ainda se organiza para virar um partido político e honrar o nome que carrega.
“Esperamos que até o final do ano sejam concluídos todos os processos burocráticos necessários para, realmente, sermos reconhecidos como um partido político”, afirma resposta coletiva elaborada pelo Partido Pirata brasileiro após pedido de entrevista do repórter.
O Partido Pirata brasileiro começou a tomar forma pelas mãos de brasileiros que frequentavam o fórum mantido no site do partido internacional.
Primeiro, a micro$oft andou dizendo que também era “open”. Afirmou várias vezes que iria abrir o código-fonte de seu windows. Isso nunca ocorreu, talvez por vergonha, talvez porque nunca quis fazer nada além de marketing. A megacorporação, grande responsável por dissseminar a idéia de hackers são criminosos, em seguida, chegou a participar de eventos como H2H e tentar patrocinar Fóruns de software livre, principalmente no Brasil.
Apesar desse livro ter sido lançado há quase dois meses, não postei nada sobre ele porque queria lê-lo e depois emitir uma opinião mais sólida a respeito. Livros sobre software livre costumam ser um tanto quanto repeptitivos pois, basicamente, falam das liberdades básicas, da questão dos direitos autorais, das distribuições do GNU/Linux, dos malefícios do software proprietário, das questões de segurança, etc.
No geral, esse livro não foge à regra mas, ainda assim, é inovador na medida que coloca várias abordagens diferentes para o mesmo tema num único livro. Há abordagens para todos os gostos: Filosófica/ideológica, desenvolvimento colaborativo, jurídica, de negócios, técnica, acadêmica, etc.
E ainda falam que o software livre e o código aberto não poderiam mudar o mundo. E não é que coisas “livres” e de “código aberto” estão pipocando fora do ambiente de informática? Uma dessas iniciativas é o Open Cola, empresa fundada no Canadá. Tá certo! a marca foi criada originalmente para uma campanha de markting de divulgação do software livre e do código aberto, mas acabou virando um produto comercial, mas com receita aberta, ou seja, está disponível para download na internet.
Bom, a empresa faliu, mas a receita ainda está disponível. Vamos fazer refrigerante em casa?