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Discussões sobre Software Livre e Sociedade

Posts Tagged ‘OpenXML’

Como a Microsoft manipula governos para atingir seus interesses corporativos

Posted by Paulo em 09/09/2011

Logo used by Wikileaks

Esclarecedor artigo de Jomar Silva, um dos representantes brasileiros no OASIS, sobre as revelações do Wikileaks a respeito das manobras da empresa para evitar que a ABNT adotasse o padrão ODF como norma para um padrão aberto de documentos.

Artigo original disponível em http://homembit.com/2011/09/sobre-o-ataque-da-microsoft-a-soberania-nacional-wikileaks-microsoft-odf-e-openxml.html

Há alguns dias fomos todos surpreendidos com um documento encontrado no CableGate, trocado entre a embaixada norte americana no Brasil e o Governo Norte Americano em 2007. De acordo com este documento, a Microsoft fazia gravíssimas acusações contra o governo brasileiro, e apesar de ter se feito de ‘tolinha’ pelo relato da reunião, pedia indiretamente uma intervenção do Governo Norte Americano para frear o avanço do ODF no Brasil, conseguir o apoio brasileiro para a aprovação do OpenXML na ISO, frear a parceria entre o comitê técnico brasileiro e demais comitês internacionais que discutiam o padrão, reduzir a influência do Brasil no debate internacional sobre o OpenXML, além de acusar o Ministério das Relações Exteriores e a Casa Civil de estarem executando uma campanha anti-americana. Pior do que isso, insinuam ainda que o ODF é um padrão anti-americano !

Eu estava envolvido até o pescoço com tudo isso naquela época e tenho aqui todos os detalhes de bastidores que causaram esta reunião entre a Microsoft e o Embaixador Americano e posso afirmar categoricamente: Foi SIM um pedido velado de intervenção.

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Como andam o ODF e o OpenXML?

Posted by Paulo em 01/12/2010

Artigo original de César Taurion disponível em https://www.ibm.com/developerworks/mydeveloperworks/blogs/ctaurion/entry/status_atual_do_odf_e_openxml?lang=en

Status atual do ODF e OpenXML

Outro dia, almoçava com um amigo que me perguntou:- Como vão as coisas com o ODF aqui no Brasil? Parece que estão meio paradas…

Realmente, o assunto “padrão aberto de documentos” saiu do noticiário da mídia especializada, embora continue muito importante.

A cada dia, geramos mais e mais documentos eletrônicos. Provavelmente, nos próximos cinco anos geraremos tantos documentos digitais quantos foram gerados nos últimos 25 ou 30 anos. Adotar um padrão aberto para documentos é essencial para governos. Governos precisam compartilhar informações entre os seus diversos órgãos sem ter que se preocupar com incompatibilidades entre os formatos de documentos. Os governos tem que garantir a integridade e perpetuidade dos seus documentos, que são a memória da nação, mesmo após o software que o criou ter desaparecido do mercado. Documentos podem existir por dezenas ou centenas de anos. O mesmo não deverá acontecer com os softwares que compõem uma suíte de escritório. A adoção de um padrão aberto, baseado em XML, garante que mesmo sem o software original, o documento continuará sendo acessado. Além disso, os governos também tem que garantir que uma informação pública seja acessada por qualquer produto de software, sem impor aos cidadãos a obrigatoriedade de uso de um determinado software.

Mas o que é um padrão aberto? É um padrão independente de fornecedor (não pode ser controlado por nenhuma empresa ou pessoa), publicado de forma aberta, sem restrições de licenciamento e pagamentos de royalties, não aprisionando o usuário a uma única plataforma.

Um padrão aberto é fundamental para o nosso mundo globalizado e interligado. Os países, empresas e os cidadãos interoperam uns com os outros e, para que esta interoperabilidade aconteça. é absolutamente necessário que todos estejam de acordo com a forma desta interoperabilidade ocorrer. Ou seja, quanto mais padronizados forem os mecanismos de interoperabilidade, menos esforço vai demandar para criarmos interfaces de interoperação e mais rápida e ágil ocorrerá a comunicação. Simples assim. Aliás, sem padrões abertos simplesmente não teríamos a Internet!

Padrões abertos tornam possível que quaisquer empresas, cidadãos e países se plugem no mundo globalizado. Com padrões abertos, produtores podem colaborar e cooperar nos interfaces e inovar e competir em outras funcionalidades. Por outro lado, padrões proprietários criam barreiras econômicas, pois exigindo pagamento de royalties (e muitas vezes um padrão proprietário embute diversas tecnologias patenteadas, com royalties acumulados), encarecem os produtos e dificultam a competitividade.

Neste contexto, muitos governos já adotaram ou estão em via de adotar o ODF (Open Document Format) como seu padrão aberto de documentos. Mas ainda vemos muita confusão e desinformação sobre esta questão, principalmente pelo surgimento de um padrão alternativo, o OpenXML, proposto pela Microsoft.

Este padrão foi proposto inicialmente como uma forma de preservar o espaço criado pelos formatos proprietários da suite Office, diante das demandas dos governos por padrões abertos, que começavam a voltar sua atenção ao ODF. Para tornar o OpenXML aberto, seria fundamental que ele fosse aceito pela ISO (Organização Internacional de Padrões). Depois de muitos debates e discussões, cujo histórico pode ser visto na coletânea de posts sobre o assunto em http://www.smashwords.com/books/view/2969, a Microsoft concordou em criar duas classes de conformidade. Uma delas, chamada de “Transitional”, incluia componentes que dependiam diretamente de recursos disponíveis exclusivamente no sistema Windows, e que seria adotada como meio de facilitar a transição dos documentos legados, em formato proprietário, para o padrão aberto. Esta classe de conformidade deveria ser usada, portanto, apenas para a migração e não para a criação de novos documentos. A outra classe, “Strict”, satisfazia as demandas da ISO e o OpenXML, foi então aprovada como padrão aberto pela entidade, como ISO/IEC 29500, em março de 2008.

Mas como estão as coisas agora, em 2010? O ODF está sendo adotado por governos de vários países do mundo, inclusive Brasil. O OpenXML, por sua vez, é implementado por um conjunto de versões diferentes, o que gera incompatibilidade e riscos de preservação  e acessos futuros aos documentos. Vejamos:

a)    A versão originalmente proposta do OpenXML, chamada de Ecma 376, foi rejeitada pela ISO. É uma versão que contém muitos componentes altamente dependentes do Windows e portanto não pôde se considerada um padrão aberto. O usuário desta versão está preso ao Office da Microsoft.

b)    A versão “Transitional” não deve ser usada para gerar novos documentos e é interessante que nem mesmo os produtos Office 2007 e 2010 da Microsoft conseguiram implementar todas as especificações desta versão. Aliás, o Office 2010 implementa uma versão extendida do “Transitional”, com extensões proprietárias que não estão incluídas nas especificações aprovadas pela ISO.

c)    A “Strict” é a que deve ser usada para gerar novos documentos. Mas nem mesmo o Office 2010 consegue gravar arquivos nesta versão. Na prática, ao não implementar a “Strict” e criar extensões proprietárias à “Transitional”, a Microsoft mantém sua estratégia de padrão fechado, embora agora com uma camada de verniz para ser chamado de “aberto”.

Muito bem, voltando à pergunta original, minha recomendação é que as empresas e governos continuem adotando o padrão ODF e fiquem alertas para não adotarem o OpenXML em uma versão que não seja a “Strict”.

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Lançado o KOffice 2.2

Posted by Paulo em 29/05/2010

Artigo original em: http://under-linux.org/content/lancado-koffice-2-2-1020/

Lançado KOffice 2.2

por CammyL Publicado em 28-05-2010

Mais de seis meses após o lançamento do 2.1, os desenvolvedores da suíte open source KOffice anunciaram o lançamento da sua versão 2. 2. KOffice é composto pelo processador de texto KWord, pela planilh a KSpread, pelo gerenciador de apresentações KPresenter, pelo gerenciador de projetos KPlato, pelo editor de gráfico Karbon e ainda conta com um editor de imagens, o Krita. A nova versão apresenta estabilidade no retorno do aplicativo de gerenciamento de dados Kexi, e a adição de novos filtros de importação para formatos MS OOXML que foram introduzidos no Microsoft Office 2007. As atualizações para o editor de gráficos Krita incluem por exemplo um GIF de importação, suporte para PPM, XFC e para JPEG200.

Segundo os desenvolvedores, o KOffice 2,2 contém mais de 4.500 mudanças, e esta é a primeira versão a incluir um número significativo de contribuições de código de empresas e organizações externas. Informações mais detalhadas sobre o lançamento podem ser encontradas em seus Release Notes, e o download do KOffice 2.2 já encontra-se liberado para download.

Saiba mais:

[1] Lançamento do KOffice 2.2 : http://www.koffice.org/news/koffice-2-2-released/


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Lançada a Edição nº 10 da Broffice.org Zine

Posted by Paulo em 24/01/2010

Sustentabilidade de Projetos Open Source

O caminho continua a ser percorrido com naturalidade. Sim, porque é natural que o caminho seja tortuoso, inóspito, e muitas vezes, nos pareça intransponível. Aprendemos que sempre há uma saída. É o que demonstra o excelente artigo de Wallace Souza: uma saída para que possamos incluir o BrOffice.org nos planejamentos de cursos nas empresas estatais, públicas ou privadas.

Na seção Como Nós o destaque vai para o Grupo de Usuários BrOffice.org São Paulo com saídas para organizar Encontros Estaduais e mobilizar um grande número de usuários e instituições. Na reportagem de capa, boas notícias para o mercado de TI no Brasil e no mundo em 2010. Boa leitura!

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Go-OO: o OpenOffice com suporte a VBA

Posted by Paulo em 23/01/2010

O Go-OO é uma customização da suíte de aplicativos OpenOffice feita pela Novell (parece que o pacto com o cape… digo Microsoft deu certos frutos) que faz com que os aplicativos suportem várias funções do Microsoft Office.

Tradução livre do site: http://go-oo.org/

A sua suíte de escritório

Melhor interoperabilidade

O Go-oo tem filtros de importação do formato OpenXML e vai importar seus arquivos do Microsoft Works. Comparado com o OpenOffice.org, ele tem um suporte ao formato de arquivos binários da Microsoft (com suporte a campos), e importará perfeitamente gráficos do WordPerfect. Se você precisar executar macros em VBA do Excel, o Go-OO oferece a melhor fidelidade às macros também. Se você espera que suas planilhas de cálculo sejam compatíveis, ou possam conter diagramas feitos no Visio, você vai querer usar o Go-OO.

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Microsoft é proibida de vender Word nos EUA – Como fica o OOXML?

Posted by Paulo em 23/12/2009

É um mistério. Depois da Microsoft ter empurrado goela abaixo das comissões normalizadoras dos países o OOXML, através de práticas, no mínimo suspeitas, de “convencimento” de certas autoridades da ISO, aprovando a norma ISO/IEC 29500:2008, a empresa é obrigada a não vender o editor de textos Word nos EUA porque infringiu patentes de uma outra empresa (o feitiço começa a se voltar contra os feiticeiros). Estou imaginando o que será do OOXML se a Microsoft perder em definitivo o direito de utilizar o formato em seus produtos.

Veja mais informações aqui: http://idgnow.uol.com.br/mercado/2009/12/22/justica-recusa-apelacao-e-microsoft-e-proibida-de-vender-word-nos-eua/

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Microsoft se alia ao mega-reacionário Ruppert Murdoch contra o livre compartilhamento de conteúdos na Web

Posted by Paulo em 02/12/2009

Artigo original em: http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20091202.php

Colaboração: Sérgio Amadeu

Data de Publicação: 02 de December de 2009

Primeiro, a micro$oft andou dizendo que também era “open”. Afirmou várias vezes que iria abrir o código-fonte de seu windows. Isso nunca ocorreu, talvez por vergonha, talvez porque nunca quis fazer nada além de marketing. A megacorporação, grande responsável por dissseminar a idéia de hackers são criminosos, em seguida, chegou a participar de eventos como H2H e tentar patrocinar Fóruns de software livre, principalmente no Brasil.

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Microsoft manipula organismos internacionais para “empurrar” padrões de documentos fechados.

Posted by Paulo em 31/10/2009

broken_windows

Esse post é para aqueles que insistem em agir como a “turma do deixa disso”, sempre entrando em discussões com expressões do tipo “não entendo todo esse ódio à Microsoft” ou “o melhor software é aquele que mais gostamos”. Isso é pra mostrar que nenhuma grande empresa, principalmente se for monopolista no seu ramo de atividades, é boazinha ou está preocupada com seus clientes, aos quais chama de “consumidores”. O objetivo de todas elas, sem excessão, é o lucro a qualquer preço e ilude-se quem defende essas empresas apaixonadamente, sem conhecimento dos fatos.

Este também é um post para os que lutam por uma sociedade mais justa e mais humana, que tenha por objetivo o desenvolvimento humano e a valorização das pessoas, em detrimento do poder econômico.

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A área cinzenta do ODF

Posted by Paulo em 22/10/2009

Open Document Format - Formato Aberto de Documentos

Open Document Format - Formato Aberto de Documentos

Enquanto nas listas de discussão, fóruns e comunidades das redes de relacionamento ainda se discute apaixonadamente questões como “quem é melhor, Linux ou Windows”, nos grandes organismos internacionais verdadeiras batalhas para definir o que eu, você e o resto dos pobres mortais do planeta usaremos ou deixaremos de usar em nossos computadores num futuro muito próximo. Nestes locais pode-se encontrar gente muito jovem e trabalhadora como Jomar Silva, Alexandre Oliva, César Taurion, Rubens Queiroz entre muitos outros, mas também encontra-se gente muito velhaca e mal-intencionada. Acompanhando os posts sobre a guerra de bastidores entre os padrões ODF e OpenXML no blog do Jomar Silva, começamos a entender por que as coisas são do jeito que são, e também começamos a entender por que as pessoas são manipuladas a tal ponto, que defendem cegamente uma corja de sacanas, cujo único objetivo é manter seus lucros e de seus patrões o maior tempo possível no ponto mais alto possível. Continue lendo »

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